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    Putin amplia punições para traição e terrorismo

    De acordo com decretos assinados nesta sexta-feira, acusados de trair a nação serão condenados a prisão perpétua, enquanto pena para autores de atos terroristas sobe de 15 para 20 anos 

    David Ljunggrenda Reuters

    Moscou

    O presidente da Rússia, Vladimir Putin, sancionou nesta sexta-feira (28) um decreto aumentando formalmente a sentença máxima por traição para a de prisão perpétua, como parte de uma iniciativa para suprimir a dissidência no país desde o início da guerra na Ucrânia.

    O decreto foi publicado no site do Kremlin. Os parlamentares já haviam votado para aumentar as sentenças mais longas por traição para a prisão perpétua. Anteriormente, a pena máxima era de 20 anos.

    Parlamentares também aprovaram o aumento da pena máxima para o caso de realização de “um ato terrorista” –definido como um ato que põe em risco vidas e visa desestabilizar a Rússia – para 20 anos, a partir dos 15 anos atuais.

    Os considerados culpados de sabotagem também podem ir para a prisão por 20 anos, sendo que anteriormente a pena era de 15 anos, enquanto as pessoas condenadas por “terrorismo internacional” podem ser condenadas à prisão perpétua, um crime que antes tinha pena de 12 anos. O decreto não explica o que é “terrorismo internacional”.

    Putin sancionou o novo decreto em um momento em que grupos de direitos humanos dizem que as autoridades estão intensificando os esforços para silenciar as poucas vozes de oposição que ainda restam.

    A Rússia diz que tais leis são necessárias para proteger o país de infiltrações da Ucrânia e das agências de inteligência ocidentais.