Putin e homólogo iraniano "concordaram em manter contatos", diz Kremlin
É o primeiro anúncio público de contato presidencial desde ataques dos EUA e Israel ao Irã

O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, e o presidente russo, Vladimir Putin, conversaram por telefone nesta sexta-feira (6), durante a qual "concordaram em manter contato", disse o Kremlin.
A agência de notícias russa afirmou que este é o primeiro anúncio público de contato em nível presidencial desde o ataque dos EUA e de Israel ao Irã.
A agência de notícias estatal iraniana Fars informou que Putin expressou condolências pela morte do líder supremo do Irã e "enfatizou a necessidade de uma cessação imediata das hostilidades no Oriente Médio e um retorno ao caminho da solução política e diplomática o mais breve possível".
Segundo a agência de notícias Fars, Putin também disse a Pezeshkian que está em "contato constante" com os líderes dos países do Conselho de Cooperação do Golfo.
De acordo com diversas pessoas familiarizadas com os relatórios de inteligência dos EUA sobre o assunto, a Rússia está fornecendo ao Irã informações sobre a localização e os movimentos de tropas, navios e aeronaves dos EUA.
Grande parte das informações compartilhadas pela Rússia com o Irã consiste em imagens da sofisticada constelação de satélites russos, afirmou uma dessas pessoas.
O que está acontecendo no Oriente Médio?
Os Estados Unidos e Israel iniciaram no sábado (28) uma onda de ataques contra o Irã, em meio a tensões sobre o programa nuclear iraniano.
O regime dos aiatolás iniciou retaliação contra países do Oriente Médio que abrigam bases militares norte-americanas, entre eles: Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.
No domingo, a mídia estatal iraniana anunciou que seu líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, foi uma das vítimas feitas pelos ataques norte-americanos e israelenses.
Após o anúncio da morte de Khamenei, o Irã ameaçou lançar a "ofensiva mais pesada" da história. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que o país persa considera se vingar pelos ataques de Israel e dos Estados Unidos como um "direito e dever legítimo".
Em resposta, Trump ameaçou o Irã contra os ataques retaliatórios, dizendo "é melhor que eles não façam isso, porque se fizerem, nós os atingiremos com uma força nunca antes vista". As agressões entre as partes seguem neste domingo.
Na véspera, Trump já havia afirmado que os ataques contra o Irã vão continuar "ininterruptos durante toda a semana ou pelo tempo que for necessário para alcançarmos nosso objetivo de PAZ EM TODO O ORIENTE MÉDIO E, DE FATO, NO MUNDO!".