Putin expressa confiança na vitória sobre a Ucrânia em mensagem de ano novo

EUA tentam mediar o fim do conflito, que já dura quase quatro anos

Da Reuters
Putin expressa confiança na vitória sobre a Ucrânia em mensagem de ano novo  • Reuters
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O presidente russo Vladimir Putin usou seu discurso anual de Ano Novo, transmitido na TV, para motivar suas tropas que lutam na Ucrânia, dizendo que acreditava nelas e na vitória em uma guerra que ele enquadrou como parte de uma luta existencial contra o Ocidente.

O presidente dos EUA, Donald Trump, está tentando mediar o fim do conflito, que já dura quase quatro anos e é o mais sangrento da Europa desde a Segunda Guerra Mundial, com as posições de negociação de ambos os lados ainda muito distantes.

Vestido com um casaco preto, Putin — cujas forças estão avançando lentamente, mas de forma constante, na Ucrânia — falou sobre o destino da Rússia e a unidade de seu povo, o que, segundo ele, garante a soberania e a segurança da "Pátria".

Ele prestou homenagem, em particular, às suas forças que lutam na Ucrânia, chamando-os de heróis.

"Milhões de pessoas em toda a Rússia — eu asseguro a vocês — estão com vocês nesta véspera de Ano Novo", disse Putin. "Eles estão pensando em vocês, se solidarizando com vocês, esperando por vocês. Desejo a todos os nossos soldados e comandantes um feliz Ano Novo! Nós acreditamos em vocês e em nossa vitória!"

Seu discurso, que foi transmitido primeiro no extremo oriente da Rússia, aconteceu quando a Rússia divulgou imagens de vídeo do que alegou ser um drone abatido, apresentando-o como evidência de que a Ucrânia tentou atacar uma residência presidencial esta semana. Kiev descartou a alegação russa como uma mentira destinada a sabotar as negociações de paz.

Em outro vídeo divulgado na quarta-feira (31), o principal general russo disse às tropas para continuarem criando zonas de amortecimento nas regiões ucranianas de Sumy e Kharkiv e afirmou que as forças de Moscou haviam avançado mais rapidamente em dezembro do que em qualquer outro mês de 2025.

A Reuters não conseguiu verificar sua afirmação sobre o campo de batalha.