Putin promulga lei que tira Rússia de tratado de vigilância militar

Céus Abertos permitia voos de vigilância desarmados sobre os países-membros; governo de Joe Biden informou em maio que EUA também não voltariam ao pacto

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, durante fórum econômico em São Petersburgo
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, durante fórum econômico em São Petersburgo Foto: Reuters (4.jun.2021)

Reuters

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O presidente russo, Vladimir Putin, promulgou nesta segunda-feira (7) uma lei que formaliza a saída da Rússia do tratado de vigilância militar Céus Abertos, um pacto que permite voos de vigilância desarmados sobre os países-membros.

A Rússia esperava que Putin e o presidente dos EUA, Joe Biden, pudessem discutir o tratado quando se reunirem neste mês em uma cúpula em Genebra.

Mas o governo Biden informou a Moscou, em maio, que não voltaria ao pacto depois que o governo Trump o deixou no ano passado.

O Kremlin informou nesta segunda que a decisão dos EUA de se retirar do tratado “perturbou significativamente o equilíbrio de interesses” entre os membros do pacto e obrigou a Rússia a sair.

“Isso causou sérios danos à observância do tratado e sua importância na construção de confiança e transparência, (causando) uma ameaça à segurança nacional da Rússia”, disse o Kremlin em um comunicado.

Moscou esperava que Biden revertesse a decisão de seu antecessor. Mas o governo norte-americano não mudou de rumo, acusando a Rússia de violar o pacto, algo que Moscou negou. 

Em janeiro, a Rússia anunciou seus próprios planos de deixar o tratado e o governo apresentou um projeto de lei ao Parlamento no mês passado para formalizar sua saída.

Autoridades russas disseram lamentar a decisão dos EUA de não voltar ao acordo, chamando-a de “erro político” e alertaram que a medida não criaria uma atmosfera propícia para as discussões sobre controle de armas na cúpula de Genebra.

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