Putin volta a dizer que pode tomar territórios da Ucrânia à força

Segundo o líder russo, o Kremlin prefere eliminar as causas profundas do conflito por meio da diplomacia

Anna Chernova e Issy Ronald, da CNN
O presidente russo Vladimir Putin durante um encontro com jovens cientistas, logo após conversas com o primeiro-ministro húngaro Viktor Orbán, no Kremlin, em 28 de novembro de 2025, em Moscou, na Rússia
O presidente russo Vladimir Putin durante um encontro com jovens cientistas, logo após conversas com o primeiro-ministro húngaro Viktor Orbán, no Kremlin, em 28 de novembro de 2025, em Moscou, na Rússia  • Photo by Contributor/Getty Images
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O presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou que tomará o território ocupado na Ucrânia através da força, por meios militares, caso negociações de paz não alcancem os objetivos.

"Se o lado oposto e seus patronos estrangeiros se recusarem a dialogar de forma substancial, a Rússia conquistará a libertação de suas terras históricas por meios militares", declarou Putin nesta quarta-feira (17).

"Preferiríamos fazer isso e eliminar as causas profundas do conflito por meio da diplomacia", acrescentou Putin na reunião anual do Ministério da Defesa russo.

A Rússia anexou ilegalmente a região de Donbass, na Ucrânia, mas não a conquistou completamente.

No ritmo atual de seu avanço, Moscou não conseguirá tomar toda a região até agosto de 2027, de acordo com uma análise do Instituto para o Estudo da Guerra, um observatório de conflitos com sede nos EUA.

Os comentários desafiadores do líder russo surgem antes de uma cúpula crucial esta semana em Bruxelas, onde os líderes europeus debaterão se devem usar ativos russos congelados para financiar a Ucrânia.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, voltou a destacar a importância de se chegar a um acordo, apelando ao continente para que assuma a responsabilidade pela sua própria segurança e continue a financiar a defesa da Ucrânia contra a Rússia.

“Não há ato de defesa mais importante para a Europa do que apoiar a defesa da Ucrânia. Os próximos dias serão cruciais para garantir isso. Cabe a nós escolher como financiaremos a luta da Ucrânia”, disse von der Leyen.

Duas propostas europeias estão em discussão para o financiamento da Ucrânia  uma baseada na utilização dos ativos congelados e a outra em empréstimos.

 

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