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    Queremos afetar a elite russa que apoia Putin, diz chefe de diplomacia da UE

    Josep Borrell também reforçou a implementação de sanções já anunciadas contra o país, incluindo a expulsão do Swift

    João Pedro Malarda CNN

    em São Paulo

    O vice-presidente da Comissão Europeia Josep Borrell, responsável pela diplomacia da União Europeia, anunciou neste domingo (27) que o bloco vai anunciar novas sanções contra a Rússia na segunda-feira (28) devido à continuidade da invasão da Ucrânia, e que os próximos alvos serão empresários russos.

    “Queremos afetar a elite russa, que apoia Putin e se beneficia desse regime, e além desse pacote de sanções, temos outras sanções que focam em corrupção e desinformação”, afirmou Borrell.  As novas sanções também deverão mirar figuras politicas “que têm um papel chave no governo de Putin, e que disseminam propaganda política e militar”.

    O diplomata reforçou ainda as sanções já anunciadas pelo bloco entre o sábado (26) e o domingo, incluindo o fechamento do espaço aéreo da União Europeia para aeronaves russas, a exclusão de bancos russos do sistema mundial de pagamentos, o Swift, o banimento de veículos de imprensa russos no bloco e o bloqueio de mais da metade das reservas do banco central da Rússia.

    “Tudo isso é feito em coordenação com parceiros internacionais e com a mensagem clara de que se a impeça a continuidade da invasão russa na Ucrânia, e eles pagarão caro com essa ação”, disse.

    Borrell destacou que a decisão de banir a Rússia do Swift precisará ser implementada antes da segunda-feira, quando os bancos centrais ao redor do mundo retomam os seus trabalhos.

    Ele também afirmou que a União Europeia decidiu fornecer apoio às forças armadas ucranianas, com envio de armamentos letais para o exército do país e um pacote de 450 milhões de euros com medidas de apoio econômico à Ucrânia e fomento de proteção.

    Veja imagens da invasão da Ucrânia pela Rússia

    “Queremos apoiar também as pessoas afetadas pelo conflito, que precisão de assistência humanitária para as pessoas que estão abandonando o país. Não são migrantes, são refugiados de guerra, e estamos muito preocupados com a dimensão humanitária desse acontecimento, precisamos agir imediatamente para apoiar as pessoas e países que receberão esses refugiados”, disse.

    O oficial caracterizou a situação como “desafiadora”, mas disse que o bloco está “pronto para lidar com ela”, em meio à previsão de que o número de refugiados deixando a Ucrânia “é gigantesco”.

    “Estamos preocupados com o que pode acontecer na Rússia, nós temos medo de que a Rússia não pare na Ucrânia, e comece a exercer influência em países vizinhos, na Moldávia, Geórgia e países dos Balcãs, então temos que ficar muito atentos ao que acontece”, avaliou.