Rede social pró-Trump registra 500 mil inscrições no lançamento e é hackeada

O GETTR se anunciou nas lojas de aplicativos do Google e da Apple como "uma rede social não tendenciosa para pessoas de todo o mundo"

Foto: Renato Barcellos/CNN Brasil

Andrea Shalal, da CNN

Ouvir notícia

O site de uma rede social lançado neste domingo (4) por Jason Miller, um conselheiro do ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump, registrou o cadastro de 500.000 pessoas e foi hackeado logo na sequência. A informação foi dada pelo próprio MIller.

O GETTR — uma plataforma no estilo Twitter com postagens e tópicos de tendência — se anunciou nas lojas de aplicativos do Google e da Apple como “uma rede social não tendenciosa para pessoas de todo o mundo”.

“O problema foi detectado e selado em questão de minutos, e tudo o que o intruso conseguiu fazer foi mudar alguns nomes de usuário”, disse Miller em um comunicado enviado por e-mail à Reuters.

Um redator do Salon postou capturas de tela no Twitter de vários perfis do GETTR, incluindo os do ex-secretário de Estado Mike Pompeo e do próprio Miller, que foram alterados para “JubaBaghdad esteve aqui, siga-me no twitter :)”.

Questionado sobre a segurança na nova mídia social, Miller disse que a situação foi “corrigida”.

Miller provocou a equipe de Trump para começar uma nova plataforma de mídia social por meses após as ações do Twitter e outros sites para bloquear o ex-presidente após o motim de 6 de janeiro, onde seus apoiadores invadiram o Capitólio.

Neste domingo, o ex-conselheiro do Trump, Steve Bannon, descreveu o GETTR como “o assassino do Twitter” em uma postagem no novo site.

Trump foi banido permanentemente do Twitter e permanece suspenso pelo Facebook até pelo menos 2023. No YouTube, a suspensão do ex-presidente ficará em vigor até que a empresa determine que o risco de violência diminuiu.

Miller disse à Fox News no início desta semana que esperava que Trump se juntasse, mas que o ex-presidente estava considerando uma série de opções. Ele ressaltou, no entanto, que Trump não estava financiando a plataforma.

Mais Recentes da CNN