Regime do Irã realiza cortejo para 100 agentes de segurança e civis mortos

Cerimônia tem como objetivo homenagear "mártires da guerra terrorista travada por mercenários americanos e pelo regime sionista", informou agência de notícias Fars

Nadeem Ebrahim, da CNN
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Um cortejo fúnebre liderado pelo regime começou em Teerã, informaram veículos de comunicação ligados ao Estado iraniano nesta quarta-feira (14), para homenagear as quase 100 pessoas das forças de segurança e civis que, segundo o governo, foram mortas em protestos recentes.

A cerimônia tem como objetivo homenagear "os mártires da guerra terrorista travada por mercenários americanos e pelo regime sionista", informou a agência de notícias Fars.

Imagens mostraram multidões reunidas em frente à Universidade de Teerã, vestidas de preto e agitando bandeiras iranianas e palestinas. Caixões com fotografias dos mortos – incluindo crianças – estavam expostos.

Alguns enlutados exibiam fotos do Líder Supremo Ali Khamenei, do falecido Líder Supremo Aiatolá Khomeini e de Qasem Soleimani, um importante general iraniano morto em um ataque aéreo dos EUA em 2020.

A mídia iraniana noticiou que mais de 100 membros das forças de segurança do Irã foram mortos nos protestos. Na terça-feira (13), a agência de notícias Tasnim informou que “o número de mártires é significativo” e que “cerca de 100” dos identificados como “mártires” serão sepultados na quarta-feira.

Mais de 2.400 manifestantes foram mortos e pelo menos 18 mil pessoas foram presas desde que o Irã lançou uma repressão brutal para esmagar a dissidência no mês passado, de acordo com a agência de notícias HRANA (Human Rights Activists News Agency), sediada nos EUA.

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