Relembre como piloto americano foi resgatado em montanhas do Irã

Operação em abril contou com forças especiais e agentes da CIA, que recorreram a estratégias de distração e apoio aéreo para resgatar militar ferido

Da CNN
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Escondido sozinho em uma fenda nas montanhas, atrás das linhas inimigas, o militar americano ferido tinha apenas uma missão: sobreviver e escapar.

Por mais de um dia, o oficial de sistemas de armas, cujo F-15E Strike Eagle foi abatido no Irã no início de abril, conseguiu despistar as forças iranianas. Em determinado momento, ele subiu até o topo da montanha a 2.100 metros, armado apenas com uma pistola, um rádio e um transmissor de localização.

Foi até essas montanhas que uma equipe de comandos americanos avançou, apoiada por aeronaves lançando bombas para abrir caminho, conseguindo resgatar o oficial com segurança.

Segundo autoridades dos EUA, a operação envolveu centenas de militares e agentes de inteligência, incluindo forças especiais e operativos da CIA, que usaram estratégias de distração para despistar possíveis capturadores iranianos.

A missão também enfrentou imprevistos, como duas aeronaves das forças especiais danificadas, que precisaram ser destruídas no solo durante a operação.

“CONSEGUIMOS PEGÁ-LO!”, escreveu Trump em postagem nas redes sociais, após acompanhar a missão da Casa Branca. “Nas últimas horas, as Forças Armadas dos EUA realizaram uma das operações de busca e resgate mais ousadas da história americana.”

A corrida para localizar o oficial se tornou prioridade absoluta depois que o caça foi abatido no dia 3 de abril. O piloto foi encontrado rapidamente, mas a Casa Branca e o Pentágono só confirmaram o resgate do colega após a conclusão da segunda missão, mais longa e complexa.

Especialista comenta treinamento e riscos enfrentados por pilotos

A ex-piloto da Marinha americana Amy McGrath afirmou que os membros do jato de caça americano abatido, como todos os pilotos de caça, passam por um curso de sobrevivência como parte do treinamento.

Ejetar da aeronave é “algo muito violento para o corpo”, disse McGrath à CNN, em entrevista com Pamela Brown e Wolf Blitzer. “Mas, se você estiver vivo, é treinado para se comunicar com as equipes de busca e resgate que você sabe que vão chegar. Acho que essa é uma das coisas de que nos orgulhamos na aviação militar: temos amigos lá fora que vão nos encontrar.”

McGrath explicou que ejetar sobre um país como o Irã é difícil para os sobreviventes, porque é uma área enorme, e “não sabemos realmente se a população local está a nosso favor ou contra nós."