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Relógio de ultimo imperador da China é vendido por R$ 31 milhões em leilão de Hong Kong

Colecionador asiático residente em Hong Kong comprou, por telefone, o raro relógio Patek Philippe que pertenceu a Aisin-Gioro Puyi

Relógio Patek Philippe Reference 96 Quantieme Lune, que pertenceu ao último imperador da China da Dinastia Qing, Aisin-Gioro Puyi
Relógio Patek Philippe Reference 96 Quantieme Lune, que pertenceu ao último imperador da China da Dinastia Qing, Aisin-Gioro Puyi 19/05/2023REUTERS/Tyrone Siu

Joyce ZhouJessie Pangda CNN

Hong Kong

Um relógio que pertenceu ao último imperador da Dinastia Qing da China, cuja vida serviu de base para o filme vencedor do Oscar “O Último Imperador”, foi vendido por um recorde de US$ 6,2 milhões (cerca de R$ 31 milhões)  em um leilão de Hong Kong nesta terça-feira.

Um colecionador asiático residente em Hong Kong comprou, por telefone, o raro relógio Patek Philippe que pertenceu a Aisin-Gioro Puyi, de acordo com a casa de leilões.

O preço de martelo, que exclui a taxa premium do comprador, foi de US$ 5,1 milhões.

Thomas Perazzi, chefe de relógios da casa de leilões Phillips Asia, disse à Reuters que é “o maior resultado” para qualquer relógio de pulso que já pertenceu a um imperador.

O acessório é um dos oito relógios Patek Philippe Reference 96 Quantieme Lune conhecidos e foi presenteado por Puyi a seu intérprete russo quando ele foi preso pela União Soviética, disse a casa de leilões. A venda superou facilmente uma estimativa de pré-venda de US$ 3 milhões.

Outros relógios pertencentes a imperadores vendidos em leilão incluem um relógio Patek Philippe que pertenceu ao último imperador etíope, Haile Selassie, vendido por US$ 2,9 milhões em 2017.

Um relógio Rolex que pertenceu ao último imperador do Vietnã, Bao Dai, foi arrematado por US$ 5 milhões em um leilão em 2017.

Nascido em 1906, Puyi foi o último imperador da dinastia Qing da China, iniciando seu reinado aos dois anos de idade.

Após a derrota do Japão na Segunda Guerra Mundial em 1945, Puyi foi capturado no Aeroporto de Shenyang, na China, pelo Exército Vermelho Soviético. Ele foi detido como prisioneiro de guerra e encarcerado em um campo de detenção em Khabarovsk, na Rússia, por cinco anos.