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    Reservistas da Força Aérea de Israel ameaçam deixar serviço voluntário devido à reforma do Judiciário

    Esse é o último sinal de oposição dentro da instituição às mudanças de longo alcance promovidas pela coalizão religiosa e nacionalista do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu

    Reservistas das Forças Armadas de Israel protestam contra reforma do Judiciário proposta pelo governo
    Reservistas das Forças Armadas de Israel protestam contra reforma do Judiciário proposta pelo governo 19/07/2023REUTERS/Amir Cohen

    Henriette Chacarda Reuters

    Jerusalém

    Mais de mil reservistas da Força Aérea de Israel ameaçaram, nesta sexta-feira (21), parar de se voluntariar para o serviço caso o governo prossiga com uma planejada reforma do Judiciário, que será apresentada ao Parlamento na próxima semana.

    A carta, assinada por 1.142 reservistas, incluindo centenas de pilotos, foi o último sinal de oposição dentro das Forças Armadas às mudanças judiciais de longo alcance que estão sendo promovidas pela coalizão religiosa e nacionalista do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.

    Veteranos da Força Aérea dizem que cerca de metade das tripulações enviadas para missões de combate é de reservistas que se voluntariam após o serviço militar obrigatório.

    Antes de o Parlamento entrar em recesso de verão em 30 de julho, os parlamentares devem votar na próxima semana um projeto de lei que impediria a Suprema Corte de anular decisões tomadas pelo governo que considere “irracionais”.

    Os defensores das mudanças judiciais dizem que elas restaurariam o equilíbrio entre os poderes do governo, enquanto os críticos afirmam que os planos removeriam controles e equilíbrios vitais.

    A iniciativa provocou meses de protestos sem precedentes em todo o país, prejudicou a economia e despertou a preocupação dos aliados ocidentais de Israel.

    Em carta endereçada aos parlamentares, ao chefe do Estado-Maior das Forças Armadas e ao chefe da Força Aérea, os reservistas pediram acordos amplos sobre a reforma judicial e que o governo mantenha a independência do Judiciário.

    “A legislação que permite que o governo aja de maneira extremamente irracional prejudicará a segurança do Estado de Israel, causará uma perda de confiança e violará meu consentimento para continuar arriscando minha vida e levará, com profunda tristeza e sem escolha, a uma suspensão do meu dever de reserva voluntária”, escreveram os reservistas na carta.

    A Reuters não conseguiu verificar de forma independente a identidade dos reservistas.

    O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, respondeu à carta desta sexta-feira em um tuíte, dizendo que “recusar o serviço era perigoso para o país”.

    O gabinete do porta-voz militar não forneceu formalmente os números dos protestos dos reservistas, mas o Chefe do Estado-Maior Herzi Halevi disse na quarta-feira que as forças armadas estavam trabalhando para preservar a capacidade e a unidade.