Resgatamos pessoas da guerra de qualquer nacionalidade, diz idealizadora do Frente BrazUcra

À CNN, Clara Magalhães contou ideia de ajudar refugiados da guerra na Ucrânia veio a partir da “indignação” diante do conflito

Amanda Garcia e Bel Campos, da CNN, São Paulo
Civis tentam escapar do confronto na Ucrânia  • Getty Images
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Em entrevista à CNN, a estudante e idealizadora do Frente BrazUCra explicou como funciona a atuação do grupo para ajudar no resgate de pessoas que estão tentando fugir da Ucrânia em meio à guerra.

“Eu estou na Polônia, chegando para alocar uma família de três ucraniano. O grupo surgiu para prestar solidariedade, ele foi crescendo e agora temos uma operação de resgate internacional”, disse.

Ela afirmou que esta é “uma operação estruturada”: “Começamos no mesmo dia da guerra, temos subgrupos que tratam de questões jurídicas, de TI, assessoria de imprensa, operação terrestre e internacional.”

“A gente resgata qualquer nacionalidade, nosso foco era com brasileiros, mas existe necessidade de outras nacionalidades, trabalha para auxiliá-los”, completou.

Há várias nuances para realizar um resgate: “Cada operação demora mais ou menos 24 horas, isso na parte de resgates terrestres e tem a operação de logística que guia as pessoas para a fronteira correta, estações de trem, ônibus, várias nacionalidades.”

De acordo com Clara, a indignação diante da guerra fez surgir a necessidade do BrazUcra: “Ninguém entende como isso pode acontecer, é uma demonstração de força da sociedade civil, que se organiza mais contra a guerra.”

A organizadora relatou que “todo dia que entra na Ucrânia sai com uma história nova” e que já teve “muitos encontros que demandaram muito do emocional”: “Hoje mesmo, não falo nada de ucraniano, mas assisti um pai tendo que se despedir da esposa e filhos pequenos e colocar a vida deles nas mãos de uma total estranha. Foi um dia difícil.”

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