Resgate arriscado: como piloto ferido foi salvo nas montanhas do Irã

Operação contou com forças especiais e agentes da CIA, que recorreram a estratégias de distração e apoio aéreo para resgatar militar ferido

Da CNN
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Escondido sozinho em uma fenda nas montanhas, atrás das linhas inimigas, o militar americano ferido tinha apenas uma missão: sobreviver e escapar.

Por mais de um dia, o oficial de sistemas de armas, cujo F-15E Strike Eagle foi abatido no Irã, conseguiu despistar as forças iranianas. Em determinado momento, ele subiu até o topo da montanha a 2.100 metros, armado apenas com uma pistola, um rádio e um transmissor de localização.

Foi até essas montanhas que uma equipe de comandos americanos avançou, apoiada por aeronaves lançando bombas para abrir caminho, conseguindo resgatar o oficial com segurança.

Segundo autoridades dos EUA, a operação envolveu centenas de militares e agentes de inteligência, incluindo forças especiais e operativos da CIA, que usaram estratégias de distração para despistar possíveis capturadores iranianos.

A missão também enfrentou imprevistos, como duas aeronaves das forças especiais danificadas, que precisaram ser destruídas no solo durante a operação.

“CONSEGUIMOS PEGÁ-LO!”, escreveu Trump em postagem nas redes sociais, após acompanhar a missão da Casa Branca. “Nas últimas horas, as Forças Armadas dos EUA realizaram uma das operações de busca e resgate mais ousadas da história americana.”

A corrida para localizar o oficial se tornou prioridade absoluta depois que o caça foi abatido na sexta-feira (3). O piloto foi encontrado rapidamente, mas a Casa Branca e o Pentágono só confirmaram o resgate do colega após a conclusão da segunda missão, mais longa e complexa.