Reunião entre Putin e delegação dos EUA já dura quatro horas

Encontro faz parte de uma nova rodada de negociações para tentar concluir o acordo de paz entre a Rússia e a Ucrânia

Darya Tarasova, da CNN
Witkoff se reúne com Putin em São Peterburugo 11/04/2025  • Sputnik/Gavriil Grigorov/Pool via REUTERS
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O presidente da Rússia, Vladimir Putin, e os negociadores americanos Steve Witkoff e Jared Kushner estão reunidos há quatro horas em Moscou, informou a rádio estatal russa Mayak, nesta terça-feira (2). 

Anteriormente, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse que não havia prazo para as negociações e que eles conversariam "pelo tempo que fosse necessário".

O encontro faz parte de uma nova rodada para tentar concluir um acordo de paz entre a Rússia e a Ucrânia e acontece em meio a avanços estratégicos do Kremlin no território ucraniano.

A Rússia alega ter conquistado as cidades de Pokrovski e Vovchansk, localizações estratégicas no Donbass, que dominam o acesso ao centro da Ucrânia.

No último domingo (30), o presidente dos EUA, Donald Trump, demonstrou otimismo quanto ao andamento das negociações baseadas em seu plano de paz de 28 pontos.

"Queremos impedir que pessoas sejam mortas. Não tem muito a ver conosco. Mas eu gostaria de ver se poderíamos salvar muitas vidas. Muitas pessoas estão sendo mortas. No mês passado, tivemos 27 mil mortos naquela guerra ridícula que nunca deveria ter acontecido. Nunca teria acontecido se eu fosse presidente", acrescentou.

Objetivos maximalistas do Kremlin

Um alto funcionário da Otan disse a repórteres nesta terça-feira (2) que não vê indícios de que Moscou esteja disposta a fazer "concessões significativas" para pôr fim à guerra na Ucrânia.

O funcionário disse que elogiaram os esforços dos negociadores para tentar romper o impasse e reconheceu que "muita coisa pode mudar em torno da mesa de negociações".

No entanto, “até o momento, ainda não vemos nenhum sinal de que a posição da Rússia tenha mudado, ou de que estejam dispostos a fazer concessões significativas”, disse o funcionário.

A fonte oficial afirmou que Moscou "tentará restabelecer seus representantes e interferir nos processos políticos internos" na Ucrânia "após a assinatura de um acordo".

Eles observaram que a Rússia mantém suas reivindicações territoriais e continuará "buscando garantir que as capacidades militares da Ucrânia sejam enfraquecidas o máximo possível para abrir caminho para novas agressões".