Richard Gere testemunhará contra político italiano em caso envolvendo imigrantes

Matteo Salvini está sendo julgado pelo suposto sequestro de 147 imigrantes enquanto ele era ministro do Interior

Richard Gere visitou os migrantes a bordo de um navio na costa da Itália
Richard Gere visitou os migrantes a bordo de um navio na costa da Itália Reuters

Barbie Latza Nadeauda CNN

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O líder do partido italiano de direita Liga, Matteo Salvini, partiu para o ataque no início de seu julgamento pelo suposto sequestro de 147 imigrantes enquanto ele era ministro do Interior.

Os migrantes estavam a bordo de um navio da ONG espanhola Open Arms, a quem Salvini negou permissão para desembarcar na Itália em agosto de 2019, deixando-os presos no mar e colocando suas vidas em risco.

Entre as testemunhas listadas na ação está o ator americano Richard Gere, que visitou os migrantes a bordo enquanto esperavam na costa da Itália. Para Salvini, a presença do ator é um exemplo da falta de seriedade das acusações feitas contra ele.

“Vamos falar sobre Richard Gere. Você me diz o quão sério é um julgamento quando alguém vem de Hollywood para testemunhar sobre minha maldade”, questionou ele, falando aos repórteres após a primeira audiência em Palermo, no sábado (23).

Um dia antes, ele havia brincado que, se Gere fosse oficialmente nomeado testemunha, ele pediria um autógrafo para sua mãe.

Outras evidências a serem usadas contra Salvini incluem registros de comunicação de chamadas de emergência do navio da ONG e da Guarda Costeira italiana quando designaram o porto de Lampedusa como porto de desembarque, para determinar em que ponto e de que forma Salvini interveio.

Salvini negou repetidamente as acusações de sequestro, mas admitiu ter impedido o navio de atracar na Itália, dizendo que era seu dever como ministro do Interior.

Ele argumenta que, como o navio Open Arms tinha bandeira espanhola, os migrantes deveriam ter sido levados para a Espanha.

Sua advogada Giulia Bongiorno, que anteriormente representou Rafaelle Sollecito em seu julgamento com Amanda Knox pelo assassinato de Meredith Kercher, argumentou que o julgamento nem mesmo deveria ser realizado sob jurisdição italiana porque o navio é espanhol, e que um navio de bandeira espanhola não tem autoridade para atracar em um porto italiano sem permissão.

(Texto traduzido. Clique aqui para ler original)

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