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    Rival de Erdogan lidera pesquisa antes das eleições presidenciais na Turquia

    Kemal Kilicdaroglu prometeu reverter as políticas econômicas pouco ortodoxas do presidente turco

    Ece ToksabayBirsen Altaylida Reuters

    O homem que desafia Tayyip Erdogan nas eleições presidenciais da Turquia neste fim de semana recebeu boas notícias nesta quinta-feira (11), quando um candidato de partido pequeno se retirou abruptamente da disputa e uma pesquisa deu a ele uma vantagem de mais de cinco pontos percentuais.

    A desistência de Muharrem Ince para a eleição presidencial de domingo pode reformular os últimos dias de campanha no que é visto como o maior teste de Erdogan em seu período de duas décadas no poder.

    O principal índice de ações da Turquia saltou 6% depois que Ince fez o anúncio em frente à sede de seu partido em Ancara. Os mercados financeiros estão agitados porque o principal candidato da oposição, Kemal Kilicdaroglu, prometeu reverter as políticas econômicas pouco ortodoxas de Erdogan.

    A pesquisa Konda colocou o apoio a Erdogan em 43,7% e a Kilicdaroglu em 49,3%, deixando-o aquém da maioria necessária para vencer no primeiro turno e sugerindo que a eleição iria para um segundo turno entre os dois em 28 de maio.

    A pesquisa foi realizada em 6 e 7 de maio, antes do anúncio de Ince.

    No entanto, os resultados estão amplamente alinhados com algumas outras pesquisas que colocaram Kilicdaroglu à frente. Ele foi nomeado candidato de uma aliança de oposição de seis partidos e também lidera o Partido Republicano do Povo (CHP), a bandeira sob a qual Ince concorreu à Presidência sem sucesso em 2018.

    A tentativa de reeleição de Erdogan tem sido dificultada por uma crise de custo de vida, desencadeada por uma queda da lira e inflação crescente, e um terremoto devastador em fevereiro que matou mais de 50.000 pessoas na Turquia e deixou milhões desabrigados.

    Ince, que tinha 2,2% de apoio na pesquisa Konda, disse ter sido alvo de uma campanha de difamação, incluindo vídeos e documentos falsos que circularam nas redes sociais, e acusou jornalistas e promotores de não fazerem seu trabalho.