Rubio prepara visita a Israel em meio à tensão entre aliados dos EUA

Agenda é feita após ataques israelenses no Catar contra líderes do Hamas

Simon Lewis, da Reuters
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Marco Rubio, chefe da diplomacia dos Estados Unidos, viajará para Israel neste fim de semana em meio à tensão com outros aliados dos EUA no Oriente Médio devido ao ataque israelense contra líderes do Hamas no Catar e da expansão dos assentamentos na Cisjordânia ocupada.

O porta-voz adjunto do Departamento de Estado americano, Tommy Pigott, disse nesta sexta-feira (12) que Rubio deve ir para Israel neste sábado (13). Depois, se juntará a Donald Trump para uma visita ao Reino Unido, na próxima semana.

Em Israel, Rubio deve enfatizar os objetivos comuns entre os dois países, citando a necessidade de garantir que o Hamas não governe a Faixa de Gaza e a libertação dos reféns.

O diplomata e os líderes israelenses discutirão "nosso compromisso de combater as ações anti-Israel, incluindo o reconhecimento unilateral de um Estado palestino que recompensa o terrorismo do Hamas, e a guerra judicial no TPI e na CIJ", destacou Pigott.

Ele se referiu ao Tribunal Penal Internacional, que emitiu um mandado de prisão contra Benjamin Netanyahu, e à Corte Internacional de Justiça, que ordenou que Israel tome medidas para evitar atos de genocídio.

Antes da viagem, Rubio se reuniu com famílias de reféns mantidos pelo Hamas nesta sexta-feira, informou um porta-voz do Departamento de Estado.

Ele também teve um encontro com o primeiro-ministro do Catar, Mohammed bin Abdulrahman Al-Thani, na Casa Branca, ressaltando as divergências na região que ele tentará equilibrar na viagem. Al-Thani também deveria se reunir com Trump nesta sexta.

Ataque de Israel no Catar

Israel tentou matar os líderes políticos do Hamas com um ataque aéreo em Doha na terça-feira (9), um ato que autoridades dos EUA descreveram como uma ação unilateral que não atendeu aos interesses norte-americanos ou israelenses.

O ataque no território de um aliado próximo dos Estados Unidos gerou críticas e condenação de outros Estados árabes e inviabilizou o cessar-fogo e as negociações sobre a libertação dos reféns intermediadas pelo Catar.