Rússia aplica penas de prisão a 15 combatentes da Ucrânia capturados

Caso contra homens refere-se ao período de agosto de 2014 a março de 2022, quando foram acusados ​​de participar de um grupo terrorista proibido

Da Reuters
Combatentes ucranianos condenados a prisão na Rússia  • Reprodução/Reuters
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Pelo menos quinze membros de uma milícia ucraniana foram condenados por um tribunal militar russo nesta sexta-feira (17) por participação em “uma organização terrorista” e sentenciados a penas entre 15 e 21 anos de prisão em uma colônia penal de segurança máxima, informou o procurador-geral da Rússia.

Os homens eram membros do Batalhão Aidar da Ucrânia e foram capturados em 2022. O julgamento ocorreu a portas fechadas em um tribunal militar na cidade de Rostov-on-Don, no sul do país.

Não houve comentários imediatos da Ucrânia sobre os veredictos, cujo representante de direitos humanos já havia descrito o processo como vergonhoso.

Grupos de direitos humanos, incluindo o Memorial da Rússia, alegaram que o julgamento dos homens foi uma violação das Convenções de Genebra sobre o tratamento de prisioneiros de guerra.

A Rússia rejeita essa alegação, pois as acusações se baseiam em supostas atividades que datam de até oito anos antes do início da guerra em larga escala entre os dois países em 2022. Os homens não foram acusados ​​de crimes de guerra.

Aidar foi um dos dezenas de batalhões de voluntários que surgiram na Ucrânia após o início dos combates em 2014 com grupos apoiados pela Rússia que declararam “repúblicas” separatistas no leste do país.

As unidades, algumas com raízes ultranacionalistas, foram posteriormente absorvidas pelas Forças Armadas da Ucrânia.

O caso contra os homens refere-se ao período de agosto de 2014 a março de 2022, quando foram acusados ​​de participar de um grupo terrorista proibido e de cometer atos que visavam “a tomada violenta do poder e a derrubada da ordem constitucional da Federação Russa”.

O veículo de notícias russo Mash citou um advogado dos acusados, que disse que dois deles admitiram a culpa, mas que os outros 13 planejavam apelar.