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    Rússia coloca ucraniana que venceu o Eurovision em lista de procurados

    Jamala venceu a edição 2016 com música crítica à Rússia; ela também teria sido proibida de entrar no país por 50 anos

    Jamala, cantora ucraniana que ganhou a competição musical Eurovision em 2016
    Jamala, cantora ucraniana que ganhou a competição musical Eurovision em 2016 Reprodução/Instagram @jamalajaaa

    Mariya KnightJack Guyda CNN

    A Rússia adicionou uma cantora ucraniana que venceu o Eurovision, uma famosa competição musical da Europa, em 2016, a uma lista de criminosos procurados, de acordo com a imprensa estatal.

    Jamala, cujo nome completo é Susana Jamaladynova, está “na lista de procurados por acusações criminais”, informou a agência estatal russa de notícias TASS na segunda-feira (20).

    A TASS citou como fonte a base de dados de pesquisa do Ministério do Interior da Rússia, que supostamente enquadrou a artista “de acordo com um artigo do Código Penal da Federação Russa”.

    No entanto, não foi especificado na base de dados qual seria esse artigo, de acordo com a TASS. Autoridades policiais afirmaram à agência de notícias que “pode estar relacionado com o caso de divulgar notícias falsas sobre o exército russo”.

    O veículo também informou que Jamala foi colocada em uma lista de artistas ucranianos que estão proibidos de entrar na Rússia por 50 anos, contados a partir de abril de 2022.

    Pelas redes sociais, a cantora disse que “o que aconteceu é mais um testemunho de que a verdade pode e deve ser expressa através da arte e da música”.

    “A verdade é inabalável, e várias formas de expressão – conversa, fotografia, pintura e canto – podem transmiti-la”, destacou, agradecendo também o apoio recebido.

    Em 2016, ela ganhou o Eurovision com uma canção sobre a deportação de membros do grupo étnico que faz parte, o tártaro, da Crimeia pela Rússia, então União Soviética, durante a Segunda Guerra Mundial.

    A artista disse que a inspiração para a composição foi uma história que sua bisavó a contou sobre a deportação da sua família e de outras pessoas na Crimeia.

    A apresentação da canção, chamada “1944”, foi considerada uma forte crítica às ações militares na Ucrânia em 2014, comandadas pelo presidente russo, Vladimir Putin. Na ocasião, a Rússia anexou a Crimeia.

    A imprensa estatal da Rússia classificou a música como antirrussa, e o Kremlin advertiu que ela violaria as regras do Eurovision.

    Em 2022, a Ucrânia voltou a ganhar a competição com a canção “Stefania”, do grupo de rap Kalush Orchestra, que falava sobre a mãe do líder da banda.

    Houve um movimento por parte dos europeus para que a Ucrânia conquistasse a sua terceira vitória na competição, derrotando os principais rivais, Reino Unido e Espanha, no evento realizado na cidade italiana de Turim.

    Normalmente, o país vencedor sedia o concurso no ano seguinte, mas a Ucrânia não conseguiu fazer isso devido à invasão russa. Com isso, o Reino Unido, que foi o segundo colocado em 2022, foi escolhido, e a cidade de Liverpool recebeu o Eurovision em maio.

    A cantora Loreen, da Suécia, venceu o evento de 2023, tornando-se a segundo artista a vencer a competição mais de uma vez. A vitória veio com a música pop “Tattoo”.

    Este conteúdo foi criado originalmente em inglês.

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