Rússia defende uso de "armas de retaliação" no conflito com a Ucrânia
Parlamentares defendem postura pró-guerra, investindo em armamentos poderosos para concretizar objetivos do Kremlin na operação militar

Parlamentares russos querem que Moscou use "armas de retaliação" mais poderosas para atingir seus objetivos de guerra na Ucrânia.
"Armas de retaliação" é uma tradução do termo alemão Vergeltungswaffen, que se referia a armas de longo alcance projetadas para bombardeio estratégico na Segunda Guerra Mundial.
Vyacheslav Volodin, presidente da Câmara e integrante do Conselho de Segurança do líder Vladimir Putin, não especificou a que tipo de armas se referia.
"Nossas tropas estão avançando. Os deputados insistem no uso de armas mais poderosas - 'armas de retaliação'. E na concretização dos objetivos da operação militar especial", disse ele, usando o termo pelo qual a Rússia se refere à guerra na Ucrânia.
Postura pró-guerra
Esta foi a segunda declaração pública em dias consecutivos de figuras linha-dura instando a Rússia a continuar e até mesmo intensificar seus esforços de guerra, em um momento em que o presidente dos EUA, Donald Trump, tenta fazer com que ambos os lados cheguem a um acordo de paz.
Na quinta-feira (29), o líder da região russa da Chechênia, Ramzan Kadyrov, disse a repórteres: "Acredito que a guerra deve ser levada até o fim... Sou contra negociações."
A decisão sobre se, e quando, a Rússia deve parar a guerra cabe inteiramente a Putin. O Kremlin afirma que a Rússia prefere alcançar seus objetivos na Ucrânia por meio da diplomacia, mas que o fará por meios militares se isso não for possível.
Mais cedo, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse que Putin concordou com um pedido pessoal de Trump para suspender os ataques a Kiev até domingo, a fim de criar um clima mais favorável para as negociações.
Em sua publicação no Telegram, o presidente do parlamento, Volodin, insultou o presidente ucraniano Volodymyr Zelenskiy e disse que os ucranianos enfrentarão "novos problemas a partir da próxima semana".


