Rússia diz que Macron cruzou linha da decência ao chamar Putin de "ogro"

Líder francês fez comentário sobre russo durante entrevista em que criticou a guerra na Ucrânia

Dmitry Antonov, da Reuters, Moscou
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A Rússia disse nesta sexta-feira (29) que o presidente francês, Emmanuel Macron, falou de uma maneira imprópria para um chefe de Estado quando chamou o presidente russo, Vladimir Putin, de "um ogro às nossas portas".

Macron, que fez o comentário em uma entrevista na semana passada, tem sido alvo de frequentes críticas russas por causa de seu apoio à Ucrânia.

A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, disse a repórteres em Moscou que Macron estava constantemente fazendo declarações estranhas que às vezes cruzavam a linha da decência e se transformavam em "insultos de baixo nível".

"Isso não é digno de um chefe de Estado", afirmou Zakharova.

Macron é um dos principais aliados do líder ucraniano Volodymyr Zelensky na resistência contra a Rússia.

Entenda a guerra na Ucrânia

A Rússia iniciou a invasão em larga escala da Ucrânia em fevereiro de 2022 e detém atualmente cerca de um quinto do território do país vizinho.

Ainda em 2022, o presidente russo, Vladimir Putin, decretou a anexação de quatro regiões ucranianas: Donetsk, Luhansk, Kherson e Zaporizhzhia.

Os russos avançam lentamente pelo leste e Moscou não dá sinais de abandonar seus principais objetivos de guerra.

Enquanto isso, Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, pressiona por um acordo de paz.

A Ucrânia tem realizado ataques cada vez mais ousados dentro da Rússia e diz que as operações visam destruir infraestrutura essencial do Exército russo.

O governo de Putin, por sua vez, intensificou os ataques aéreos, incluindo ofensivas com drones.

Os dois lados negam ter como alvo civis, mas milhares morreram no conflito, a grande maioria deles ucranianos.

Acredita-se também que milhares de soldados morreram na linha de frente, mas nenhum dos lados divulga números de baixas militares.

Os Estados Unidos afirmam que 1,2 milhão de pessoas ficaram feridas ou mortas na guerra.