Rússia diz que vai endurecer posição na negociação de paz com Ucrânia
Isso acontece após Kremlin acusar forças ucranianas de realizarem ataque contra residência presidencial

A Rússia afirmou nesta terça-feira (30) que vai endurecer sua posição nas negociações para o fim da guerra na Ucrânia, após acusar o governo ucraniano de atacar uma residência presidencial russa, alegação que Kiev classificou como infundada e que teria objetivo de prolongar o conflito.
"Esta ação terrorista visa colapsar o processo de negociação. A consequência diplomática será o endurecimento da posição negocial da Federação Russa", declarou o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, a jornalistas nesta terça.
Ele afirmou ainda que os militares sabem quando e como responder.
Uma postura de negociação mais dura complicaria os esforços liderados para pôr fim à guerra mais sangrenta na Europa desde a Segunda Guerra Mundial.
A Ucrânia afirmou que as acusações da Rússia são "mentiras" destinadas a justificar mais ataques, destacando que o Kremlin não apresentou nenhuma prova "porque não há nenhuma".
A Rússia alegou na segunda-feira (29) que as forças ucranianas atacaram uma residência presidencial na região de Novgorod com 91 drones de longo alcance.
Assim, alertou que retaliaria a ofensiva e revisaria sua posição nas negociações, mas que não abandonaria as conversas sobre um possível acordo de paz.
Ucrânia nega ataque
O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, afirmou nesta terça-feira que a Rússia não apresentou nenhuma prova plausível de suas acusações.
"E não apresentarão. Porque não há nenhuma. Nenhum ataque desse tipo aconteceu", ressaltou Sybiha no X.
"A Rússia tem um longo histórico de falsas alegações — essa é a sua tática característica", adicionou.
Questionado por repórteres se a Rússia possuía provas físicas do ataque com drones, Peskov afirmou que as defesas aéreas abateram os drones, mas que a questão dos destroços era de responsabilidade do Ministério da Defesa.
A Rússia não apresentou nenhuma prova além de uma declaração do Ministério da Defesa.


