Rússia nega alegações de que Epstein era agente da inteligência russa

Autoridades afirmam que declarações buscam tirar foco da "hipocrisia de homens poderosos exposta" pelos arquivos do caso

Dmitry Antonov, Guy Faulconbridge e Mark Heinrich, da Reuters
Bilionário Jeffrey Epstein em Cambridge, Massachusetts, em 8 de setembro de 2004
Bilionário Jeffrey Epstein em Cambridge, Massachusetts, em 8 de setembro de 2004  • Rick Friedman/Rick Friedman Photography/Corbis via Getty Images
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A Rússia afirmou nesta quinta-feira (5) que não queria perder tempo respondendo a perguntas sobre sugestões não comprovadas da mídia ocidental e do primeiro-ministro polonês de que o criminoso sexual Jeffrey Epstein poderia ter sido algum tipo de agente da inteligência russa.

O primeiro-ministro polonês, Donald Tusk, disse na terça-feira (3) que Varsóvia iniciaria uma investigação sobre o que considerou possíveis ligações entre Epstein e os serviços de inteligência russos, e sobre qualquer impacto potencial na Polônia.

Tusk não apresentou provas para suas afirmações, embora a mídia ocidental tenha questionado nos últimos dias se Epstein era ou não um agente russo coletando material comprometedor sobre os ricos e poderosos.

Questionado pela agência de notícias Reuters sobre as declarações de Tusk e sobre as reportagens da mídia ocidental, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse: "Eu gostaria de fazer piada com essas versões, mas não vamos perder tempo com isso."

Autoridades russas afirmam que as alegações de uma ligação entre Epstein e a inteligência russa estão sendo claramente lançadas na esfera pública para desviar a atenção de um escândalo que, segundo elas, expôs a hipocrisia de homens poderosos nos Estados Unidos e na Europa.

Nos arquivos sobre Epstein divulgados pelo Departamento de Justiça dos EUA, a Rússia é mencionada milhares de vezes.

Eles também indicam que algumas das jovens com quem Epstein mantinha contato eram da Rússia, incluindo uma mulher de 26 anos que ele tentou apresentar a Andrew Mountbatten-Windsor, irmão mais novo do rei Charles III do Reino Unido.

Diversos veículos de comunicação e blogueiros também especularam que Epstein espionava para o Mossad, o serviço de inteligência estrangeira de Israel, ou para a CIA (Agência Central de Inteligência dos EUA).

Nenhuma prova definitiva foi publicada até o momento por um grande veículo de comunicação de que ele trabalhava para algum serviço de inteligência.