Saiba as novas exigências do Irã aos EUA para reabrir o Estreito de Ormuz

Diferente de acordo anterior, Teerã agora exige o cumprimento de seis pontos como condição para a reabertura total da via

Tim Lister e Aida Karimi, da CNN
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Autoridades iranianas pareceram mudar as regras do jogo em relação à sequência de qualquer acordo com os Estados Unidos sobre o Estreito de Ormuz, apresentando novas exigências durante o fim de semana.

No sábado (8), uma figura de alto escalão do regime enumerou seis exigências para a reabertura total do estreito — condições que dificilmente serão aceitas por Washington.

Mohammad Bagher Zolghadr, um veterano da Guarda Revolucionária, exigiu:

  • Fim definitivo da guerra contra o Irã e seus aliados regionais
  • Fim de ameaças ou insultos contra o Irã
  • Levantamento do bloqueio naval dos EUA aos portos iranianos
  • Retirada das forças militares dos EUA das imediações do Irã
  • Indenização por parte dos EUA pelos danos causados ​​durante a guerra deste ano e o conflito de junho de 2025, travado principalmente por Israel
  • Levantamento das sanções contra a República Islâmica e a liberação incondicional de ativos iranianos congelados no exterior

Algumas dessas questões constavam no acordo provisório assinado pelos EUA e pelo Irã em junho e suspenso em julho. No entanto, tratava-se de elementos de um acordo de fases, e não de pré-condições.

No domingo (9), Zolghadr deixou seu cargo no Conselho Supremo de Segurança Nacional para assumir a função de assessor do líder supremo Mojtaba Khamenei.

Autoridades iranianas continuam a insistir que um acordo provisório para gerir a navegação pelo estreito não tem qualquer relação com os EUA, sendo, na verdade, um arranjo bilateral com Omã.

A gestão futura do estreito foi atribuída ao Irã no acordo provisório, afirmou nesta segunda-feira o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baghaei, "assim como a provisão de segurança, o que incluía as medidas necessárias para garantir a segurança da área e realizar a varredura de minas".

Na semana passada, houve indícios de que o Irã e Omã estavam prestes a fechar um acordo desse tipo.

“Posso dizer que estamos nas etapas finais, e as rotas antigas que existiam serão substituídas por novas rotas”, disse o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, no domingo.

“As negociações estão avançando de forma muito tranquila e construtiva”, declarou Baghaei a repórteres nesta segunda-feira (10).

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