Saiba por que a mesquita de al-Aqsa é foco de tensões históricas no Oriente Médio

Frequentemente eclodem confrontos entre fiéis palestinos e forças israelenses no local

Da CNN Brasil
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O complexo de al-Aqsa é um dos lugares mais importantes para o Islã e o Judaísmo. Os terrenos sagrados, conhecidos pelos muçulmanos como Al Haram Al Sharif (Nobre Santuário) e pelos judeus como Monte do Templo, têm sido um foco de tensões entre Israel e os palestinos durante décadas.

Em comunicado, o Hamas afirmou que lançou, neste sábado (7), o ataque "Tempestade Al-Aqsa" contra Israel - que teve como alvo centenas de soldados e civis - em parte para defender o local sagrado.

Apenas os muçulmanos estão autorizados a rezar no complexo, ao abrigo de um acordo de status quo originalmente alcançado há mais de um século. Visitantes não muçulmanos podem visitar em determinados horários e apenas em determinadas áreas do complexo.

Mas muitos no mundo muçulmano temem que o direito de serem os únicos frequentadores tenha sido corroído e que os próprios locais estejam  ameaçados por um crescente movimento judaico de extrema-direita e pelo governo de extrema-direita de Israel.

Frequentemente eclodem confrontos entre fiéis palestinos e forças israelenses no local. A polícia invadiu o complexo várias vezes no ano passado.

O complexo situa-se na Jerusalém Oriental, que os palestinos querem como capital do seu futuro Estado palestino e que a maior parte da comunidade internacional considera um território ocupado.

Israel capturou a região da Jordânia durante a guerra dos seis dias em 1967 e considera Jerusalém Oriental e Ocidental, unidas, como a sua “capital eterna”.

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