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    Saiba quais países estão envolvidos no conflito Israel-Hamas

    Apoio bélico, promessas ou simplesmente a "simpatia" mostra a posição de outras nações sobre a guerra no Oriente Médio

    Bandeiras dos EUA e Israel são queimadas em protesto pró-Palestina em Bagdá, no Iraque
    Bandeiras dos EUA e Israel são queimadas em protesto pró-Palestina em Bagdá, no Iraque Arquivo - REUTERS/Ahmed Saad

    Felipe de Souzacolaboração para a CNN São Paulo

    O novo capítulo da guerra entre Israel e o grupo radical islâmico Hamas tem, por trás, vários atores “coadjuvantes”, que estão ligados, direta ou indiretamente, com o conflito que se arrasta há décadas.

    Não apenas Israel está diretamente envolvido, mas outros países também, seja com apoio bélico, promessas ou simplesmente a “simpatia” com algumas das causas.

    Até mesmo Rússia e Ucrânia, que vivem uma guerra particular por controle de terras, se manifestaram sobre o conflito entre israelenses e palestinas. Os Estados Unidos têm uma forte opinião contra o Hamas, considerado por eles como terroristas.

    O Brasil se envolveu em uma polêmica em, uma nota oficial, ao não citar o nome do grupo que promoveu ataques em outubro de 2023, mas não está diretamente ligado ao conflito.

    Confira os posicionamentos dos principais países ligados ao conflito:

    Egito

    Um dos países com maior importância para a relação entre Israel e Gaza, o Egito faz fronteira com o sul da Faixa de Gaza e controla quem atravessa as fronteiras. O país tem um histórico de relações estremecidas com Israel.

    Apesar disso, foi o primeiro do mundo árabe a assinar um acordo de paz, na década de 1970. Em 2021, líderes dos dois países se reuniram pela primeira vez em 40 anos. O governo do Egito condenou os ataques e disse “torcer para que a voz da razão prevalesça”.

    VÍDEO – Egito fala com Israel e Hamas para negociar desescalada do conflito

    Catar

    Apesar de também ser um país árabe estratégico, o Catar tem tentado adotar um tom mais “conciliador” na disputa pelos territórios, apesar de concordar com a criação da Palestina. Condenou os ataques do Hamas em outubro de 2023 e assumiu mediar uma tentativa de negociação para libertação de reféns.

    Mas, segundo a publicação alemã DW, ajuda a pagar os salários das organizações civis do Hamas, como escolas, orfanatos e restaurantes populares. O governo diz que isso é uma forma de “manter a janela de diálogo aberta”, conforme o relato da reportagem.

    Irã

    O país já chegou a enviar 25% de todo o faturamento do Hamas no passado. Com as sanções econômicas que sofreu nas últimas décadas, porém, o investimento foi reduzido. O Irã é ainda um forte apoiador político das práticas do Hamas, e disse apoiar as ações do grupo até “que Jerusalém seja libertada”. O Irã também considera Israel e os países ocidentais como sionistas, e é a favor do plano original de 1948, criando dois países.

    VÍDEO – Arábia Saudita quer esforço contra escalada da guerra em Israel

    Arábia Saudita

    Historicamente alinhada com a causa palestina, a Arábia Saudita disse que vai apoiar os palestinos e não vai poupar esforços para restaurar “a calma e a tranquilidade” no território, especialmente após os ataques de outubro de 2023.

    Ao mesmo tempo, o país começou uma aproximação com Israel, com mediação dos Estados Unidos, para tentar melhorar as relações entre as duas nações. As relações acabaram estremecidas após os ataques.

    Líbano

    Também apoiando a causa palestina, o Líbano já guerreou com Israel em outras oportunidades históricas. O Hezbollah, grupo extremista libanês, lançou mísseis em direção a Israel após os ataques do Hamas, em outubro de 2023. O governo não apoiou os ataques pois não está disposto a entrar em uma nova guerra.

    China

    Tenta não se envolver diretamente nem com israelenses tampouco com palestinos. Nos ataques de outubro de 2023, o país se colocou “em cima do muro”. Disse se opor à violência e ataques, sem especificar quais, e disse que a solução mais “certa a se seguir” é a de dois Estados (

    Analistas internacionais consideram que a China, apesar de ser pouco experiente no “jogo de xadrez da geopolítica”, tem no poder de financiamentos e concessões econômicas um grande trunfo. O Irã mesmo se aproveita dessas oportunidades para recapitalizar o país — e, por tabela, voltar a financiar o Hamas com robustez.

    VÍDEO – CNN acompanha chegada de ajuda militar dos EUA a Israel

    Estados Unidos

    Aliado histórico de Israel, os Estados Unidos sempre condenam todos os atos do Hamas, que considera como terroristas. Disponibilizou um porta-aviões militar próximo à Faixa de Gaza, como uma demonstração de apoio.

    Porém, desde o início da gestão de Joe Biden, os Estados Unidos tem mostrado um certo distanciamento do governo de Benjamin Netanyahu, especialmente por causa da diferença de pensamentos ideológicos, já que o premiê de Israel fez aliança com ultradireitistas para formar governo. Até por isso, os norte-americanos apenas observam as recentes movimentações.

    VÍDEO – Putin e Zelensky condenam ataques do Hamas em 7 de outubro

    Rússia

    Não condenou os ataques do Hamas (e não o considera terrorista), nem a contraofensiva de Israel em outubro de 2023. Porém, por ser adversária dos Estados Unidos, soltou um comunicado cutucando os países do Ocidente, dizendo temer o envolvimento de ‘terceiros países’ no conflito, e se disse preocupado com a aproximação de navios norte-americanos em Israel.

    A Rússia mantém relações com o Hamas, embora também tenha laços com Israel. O país é favorável à criação de um Estado palestino nos moldes do plano original do Reino Unido, de 1948.

    Ucrânia

    Em guerra com a Rússia, a Ucrânia também vive uma guerra ideológica sobre o conflito no Oriente Médio. O país considera que Israel tem “todo o direito” de se defender. O país, aliado aos Estados Unidos, condenou os ataques, e considera o Hamas um grupo terrorista.

    Turquia

    Nos ataques de outubro de 2023, a Turquia criticou Israel por causa das contraofensivas, que miraram alvos civis, como mesquitas, escolas e assentamentos civis.

    O país também se disse disposto a ajudar a encontrar um “termo de paz” para a região. Vale lembrar que o Império Otomano, que é o berço da civilização turca, ocupou parte da Faixa de Gaza e a Cisjordânia até 1917.