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    Saiba quem é Cristina Kirchner, vice-presidente argentina acusada de corrupção

    Kirchner atuou como senadora durante vários mandatos e governou o país entre 2007 e 2015; a ex-presidente é o principal expoente do "kirchnerismo"

    Vice-presidente da Argentina, Cristina Kirchner
    Vice-presidente da Argentina, Cristina Kirchner 01/03/2021Natacha Pisarenko/Pool via REUTERS

    Da CNN

    Cristina Kirchner, atual vice-presidente da Argentina, foi acusada de corrupção durante o período em que presidiu o país, entre 2007 e 2015. Seu marido, Néstor Kirchner, de quem herdou o sobrenome, foi seu antecessor no cargo.

    Em 2019, ela foi eleita na chapa de Alberto Fernández. A vice-presidente é um expoente do “kirchnerismo”, movimento político argentino baseado em ideias populistas de esquerda.

    Formação e vida pessoal

    Cristina Fernández nasceu em 19 de fevereiro de 1953, em Buenos Aires, capital argentina. Ela cursou direito na Universidade Nacional de La Plata, onde começou sua militância política na Juventude Universitária Peronista.

    Na Universidade, Cristina conheceu Néstor Kirchner, com quem viria a se casar em 1975. Juntos, eles tiveram dois filhos, Máximo e Florência.

    Cristina e Néstor moraram juntos na província de Santa Cruz até 1976, onde atuaram como advogados. Durante a ditadura militar argentina, o casal foi perseguido.

    Carreira política

    Em 1989, Cristina foi eleita deputada da província de Santa Cruz. Ela foi reeleita ao cargo em 1993.

    A então deputada disputou e foi eleita ao Senado em 1995, voltou à Câmara em 1997 e se elegeu ao Senado mais uma vez em 2001.

    Como parlamentar, Cristina ficou conhecida pela defesa dos direitos humanos e de políticas de diminuição de desigualdades.

    Em 2003, Néstor foi eleito presidente da Argentina, e Cristina se tornou a primeira-dama do país. Enquanto seu marido governava a nação, ela decidiu voltar ao Senado, em 2005.

    Ao fim de seu mandato como presidente, Néstor abriu mão de tentar a reeleição, deixando espaço para que sua esposa concorresse ao cargo.

    Governo Cristina Kirchner

    Cristina Kirchner foi eleita presidente da Argentina em 2007. Seu marido continuou como uma pessoa influente na Presidência, sobretudo na área econômica.

    O governo foi marcado pelo crescimento econômico, pelo aumento dos gastos públicos e pela introdução de mecanismos de distribuição de renda. No período, a Argentina cresceu em média 7,9% ao ano.

    Com Cristina na Presidência, os argentinos estreitaram seus laços com o Mercosul. Ela manteve uma boa relação com o Brasil, governado no período por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e depois por Dilma Rousseff (PT).

    A administração de Cristina Kirchner também foi marcada por suspeitas de corrupção, acusações de tentativas de restringir a liberdade de imprensa e de obstruir investigações.

    Em dezembro de 2011, exames de rotina detectaram um suposto câncer na tireóide de Cristina, que precisou se submeter a uma cirurgia.

    Ao fim do seu segundo mandato, em 2015, Cristina lançou Daniel Scioli como candidato, que foi derrotado por Mauricio Macri.

    Vice-presidente

    Ao deixar o comando do país, Cristina decidiu se manter na política. Em 2017, foi eleita ao Senado mais uma vez, com o objetivo oposição a Macri.

    Em 2019, Alberto Fernández e Cristina Kirchner lançaram uma chapa para as eleições presidenciais, reunindo diversos setores da esquerda argentina. A eleição terminou no primeiro turno, com a vitória de Fernández e Cristina.

    Atentado

    No dia 1° de setembro de 2022, Cristina Kirchnersofreu um atentado em frente à sua casa em Buenos Aires, por volta das 21h.

    De acordo com a Polícia Federal Argentina, um homem brasileiro, identificado como Fernando André Sabag Montiel, de 35 anos, foi detido na ocasião, sendo apontado pela polícia como o autor da tentativa de disparo.

    Vídeos das pessoas que estavam na aglomeração ao redor da vice-presidente flagraram o momento em que o homem aponta a arma para a cabeça de Cristina e puxa o gatilho. Ela chega a levar as mãos para a cabeça, mas a arma falha.

    *publicado por Tiago Tortella, da CNN