Saiba quem é presidente da Síria que participará da Assembleia da ONU

País está presente em evento pela primeira vez em quase 60 anos

Da CNN Brasil
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Ahmed al-Sharaa, presidente da Síria, está em Nova York para participar da Assembleia Geral das Nações Unidas, nesta quarta-feira (24) tornando-se o primeiro líder sírio a fazê-lo desde 1967, informou a SANA, agência de notícias estatal síria.

Al-Sharaa foi nomeado presidente de transição do país em janeiro deste ano, depois que o grupo rebelde liderado por ele, Hayat Tahrir al-Sham, derrubou o ditador Bashar al-Assad, em dezembro de 2024.

Ahmed al-Sharaa também foi autorizado a formar um conselho legislativo temporário para um período de transição e a constituição síria foi suspensa, de acordo com um anúncio feito pelo comando militar que liderou a ofensiva contra Assad.

As decisões surgiram de uma reunião de comandantes militares que participaram a ação de derrubou o ditador.

Quem é Ahmed al-Sharaa

O início do presidente foi como um jovem lutador da Al Qaeda contra os Estados Unidos no Iraque. Retornando à sua terra natal durante a guerra civil síria liderou a afiliada do grupo terrorista no país, sob o nome de Jabhat Al Nusra.

Os EUA classificaram al-Sharaa como um terrorista em 2013, dizendo que a Al Qaeda no Iraque pediu a ele que derrubasse o governo Assad e estabelecesse a lei islâmica sharia na Síria, e que a Nusra realizou ataques suicidas que mataram civis e defendiam uma visão violenta.

Como comandante do braço da Al Qaeda na guerra civil síria, Ahmed al-Sharaa foi uma figura sombria e que não aparecia em público, mesmo quando seu grupo se transformou na mais poderosa facção que combatia o presidente Bashar al-Assad.

Ao romper laços com a Al Qaeda, em 2016, a organização evoluiu para Hayat Tahrir Al-Sham (HTS), também conhecida como Organização para a Libertação do Levante, no início de 2017.

Apesar do esforço do líder rebelde para distanciar seu novo grupo do antigo, os Estados Unidos designaram o HTS como uma Organização Terrorista Estrangeira em 2018 e colocaram uma recompensa de US$ 10 milhões por ele.

Atualmente ele é o insurgente mais conhecido do país, tendo aparecido lentamente desde o rompimento com a Al Qaeda e a mudança de nome do grupo, tomando o poder no noroeste da Síria.

Oposição

A coligação rebelde da Síria consiste em grupos islâmicos e moderados que, apesar das diferenças, estão unidos na luta contra o regime do presidente Bashar al-Assad.

O Hayat Tahrir al-Sham (HTS) é um dos maiores e tem sido uma das principais forças de oposição, combatendo o governo desde sua formação.

Outro grupo é o Exército Nacional Sírio (SNA), que incorporou dezenas de grupos rebeldes com diversas ideologias que recebem financiamento e armas da Turquia.

Essa coligação inclui a Frente de Libertação Nacional, composta por grupos como Ahrar al-Sham, cujos objetivos declarados são “derrubar o regime (de Assad)” e “estabelecer um Estado islâmico governado pela lei Sharia”.

Alguns membros da coligação rebelde também lutam contra as forças curdas.