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    Sanções são “pior exemplo” de terrorismo econômico e financeiro, diz Belarus na ONU

    Velentin Rybakov, embaixador de Belarus na ONU, afirmou que sanções podem "causar fome" em países que dependem de fertilizantes russos e belarussos

    Luana Franzãoda CNN*

    Em São Paulo

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    O embaixador de Belarus na Organização das Nações Unidas (ONU), Velentin Rybakov, negou durante sessão extraordinária da Assembleia-Geral nesta quarta-feira (2) uma possível assistência de Belarus à invasão russa da Ucrânia. Ele também criticou as sanções aplicadas ao seu país e à Rússia nos âmbitos econômico e financeiro, dizendo que “causam problemas econômicos e vão levar à fome em seus próprios países [que aplicaram as sanções] e em tantos outros que dependem dos fertilizantes [produzidos na Rússia]”.

    “As sanções impostas hoje mostram que existe uma guerra econômica acontecendo. Este é o pior exemplo de terrorismo econômico e financeiro”, afirmou, dizendo que as sanções focam em sufocar a economia dos países.

    Belarus é um aliado histórico da Rússia, e o presidente belarusso Alexandr Lukashenko é um líder próximo diplomaticamente de Vladimir Putin. O país nega envolvimento com a invasão russa, mas tem sido visto por Estados Unidos, União Europeia, Ucrânia e outras nações como um dos aliados mais importantes da Rússia no momento.

    “Rejeitamos categoricamente as acusações contra Belarus sobre o uso ilícito de força contra a Ucrânia”, afirmou.

    A possibilidade de uma facilitação da invasão com a ajuda de Belarus foi levantada após os exércitos russo e belarusso realizarem exercícios militares próximos à fronteira com a Ucrânia poucas semanas antes da invasão. Além disso, tropas russas usaram parte do território de Belarus para adentrar a fronteira ucraniana.

    “Vou contar um segredo aos senhores e senhoras. Sim, nós estamos envolvidos. O presidente de Belarus, Alexandr Lukashenko não está poupando esforços para garantir o contato entre os lados ucraniano e russo. O nosso envolvimento hoje é de apenas organizar negociações entre Rússia e Ucrânia, garantindo que elas aconteçam como podem”, disse Rybakov em tom irônico.

    Ele ainda questionou os líderes presentes na reunião sobre uma suposta ausência de menções a Belarus e às negociações entre Rússia e Ucrânia sendo sediadas no país. “Gostaria de perguntar por que Belarus não é mencionado. Será que não querem que as negociações tenham sucesso?”, insinuou.

    O embaixador defendeu a posição dada pela Rússia de que as Nações Unidas foram negligentes com supostas violações a Ucrânia aos Direitos Humanos, em referência a grupos neonazistas no país, dizendo que os órgãos internacionais não tinham “a coragem e a força de resposta às atividades criminosas na Ucrânia”.

    “Belarus fará tudo em seu alcance para a resolução desse conflito, e cada lado possui a sua própria verdade”, disse, desejando “sorte” aos que farão as negociações.

    As declarações de Rybakov foram criticadas por outros membros da Assembleia, como a embaixadora dos EUA Linda Thomas-Greenfield, que pediu que Belarus parasse de apoiar a Rússia nos esforços de invasão.

    *Sob supervisão

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