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    Secretário de Defesa de Biden fala com ministro da Defesa da China pela primeira vez

    Autoridades conversaram sobre "questões de segurança regional e a invasão não provocada da Ucrânia pela Rússia", de acordo com o porta-voz do Pentágono

    Secretário de Defesa dos EUA, Lloyd Austin
    Secretário de Defesa dos EUA, Lloyd Austin REUTERS/Johanna Geron

    Idrees AliPhil Stewartda CNN

    Washington

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    O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Lloyd Austin, conversou com o ministro chinês da Defesa Nacional, general Wei Fenghe, nesta quarta-feira (20), a primeira ligação entre as duas autoridades desde o início do governo do presidente Joe Biden, há mais de um ano.

    As relações entre a China e os Estados Unidos têm sido tensas, com as duas maiores economias do mundo em conflito sobre tudo, desde Taiwan e o histórico de direitos humanos da China até sua atividade militar no Mar da China Meridional.

    O porta-voz do Pentágono, John Kirby, disse que os dois conversaram sobre as relações entre os países e “questões de segurança regional e a invasão não provocada da Ucrânia pela Rússia.”

    Apesar das tensões e da retórica acalorada, as autoridades militares dos EUA há muito procuram ter linhas abertas de comunicação com seus colegas chineses para poder mitigar possíveis surtos ou lidar com quaisquer acidentes.

    Austin, apesar de várias tentativas, não conseguiu conversar com os líderes militares chineses até quarta-feira.

    Uma autoridade dos EUA, falando sob condição de anonimato, disse que a ligação, que durou cerca de 45 minutos, não teve grandes avanços, mas Austin reiterou a importância de Pequim não armar a Rússia para sua invasão da Ucrânia.

    Um comunicado de Pequim disse que Wei disse a Austin que Taiwan fazia parte da China e ninguém poderia mudar isso.

    “Se a questão de Taiwan não fosse tratada adequadamente, teria um impacto prejudicial nas relações sino-americanas”, acrescentou Wei, segundo comunicado publicado pelo Ministério da Defesa.

    Os Estados Unidos não têm relações formais com a autogovernada Taiwan, que Pequim reivindica como sua, mas é seu mais importante patrocinador internacional e fornecedor de armas.

    Taiwan foi encorajada pelo apoio dos EUA oferecido pelo governo Biden, que falou repetidamente de seu compromisso “sólido” com a ilha democraticamente governada.

    A invasão da Ucrânia pela Rússia também colocou Taipei em alerta para possíveis movimentos de Pequim para usar a crise na Ucrânia para fazer um movimento na ilha.

    O governo, porém, não relatou nenhum sinal de que a China esteja prestes a invadir.

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