Secretário-geral da ONU condena ataques russos contra a Ucrânia

Pelo menos 18 pessoas foram mortas em Kiev e dezenas ficaram feridas

Michelle Nichols, da Reuters
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O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, condena os ataques de mísseis e drones da Rússia contra a Ucrânia, disse o porta-voz Stephane Dujarric na quinta-feira (28).

Guterres pediu novamente um cessar-fogo que leve à paz "que defenda totalmente a soberania, a independência e a integridade territorial da Ucrânia", disse Dujarric.

Os disparos deixaram pelo menos 18 mortos e dezenas de feridos em Kiev. Entre os mortos estão crianças de 2, 17 e 14 anos, de acordo com Tymur Tkachenko, chefe da Administração Militar da Cidade de Kiev.

O ataque também danificou um prédio da União Europeia na capital ucraniana. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, pediu que a Rússia que interrompa seus "ataques indiscriminados à infraestrutura civil e participasse das negociações para uma paz justa e duradoura".

Ela também anunciou que o bloco aplicará novas sanções contra a Rússia em breve e está avançando nos trabalhos sobre os ativos russos congelados para contribuir para a reconstrução da Ucrânia.

Entenda a guerra na Ucrânia

A Rússia iniciou a invasão em larga escala da Ucrânia em fevereiro de 2022 e detém atualmente cerca de um quinto do território do país vizinho.

Ainda em 2022, o presidente russo, Vladimir Putin, decretou a anexação de quatro regiões ucranianas: Donetsk, Luhansk, Kherson e Zaporizhzhia.

Os russos avançam lentamente pelo leste e Moscou não dá sinais de abandonar seus principais objetivos de guerra. Enquanto isso, Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, pressiona por um acordo de paz.

A Ucrânia tem realizado ataques cada vez mais ousados dentro da Rússia e diz que as operações visam destruir infraestrutura essencial do Exército russo.

O governo de Putin, por sua vez, intensificou os ataques aéreos, incluindo ofensivas com drones.

Os dois lados negam ter como alvo civis, mas milhares morreram no conflito, a grande maioria deles ucranianos.

Acredita-se também que milhares de soldados morreram na linha de frente, mas nenhum dos lados divulga números de baixas militares.

Os Estados Unidos afirmam que 1,2 milhão de pessoas ficaram feridas ou mortas na guerra.