Segurança impede suposto invasor em propriedade de Kamala Harris

Ex-vice-presidente não conta com proteção do Serviço Secreto dos EUA

Isabelle D’Antonio e Eduardo Cuevas, da CNN
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A equipe de segurança interceptou um suposto invasor na propriedade de Kamala Harris em Malibu na noite de sexta-feira (11), segundo o Departamento do Xerife do Condado de Los Angeles e um porta-voz da ex-vice-presidente.

"Na noite passada, a equipe de segurança interceptou um indivíduo que entrou ilegalmente na propriedade da vice-presidente Harris e do 'Second Gentleman' Emhoff antes de chegar à residência", disse Eduardo Negrón, porta-voz de Harris.

Harris e seu marido, Doug Emhoff, não estavam no local, informou o porta-voz. "Eles são gratos à equipe de segurança e aos agentes da lei que agiram prontamente", acrescentou ele.

Policiais do gabinete do xerife atenderam a um chamado sobre uma pessoa em atitude suspeita por volta das 22h30 de sexta-feira e fizeram contato com a segurança privada do local, informou Julia Ann Tafoya, porta-voz do departamento.

"O indivíduo que estava do lado de fora da propriedade quando chegamos foi advertido e orientado pelos policiais a deixar o local, tendo saído voluntariamente e sem incidentes", disse Tafoya.

Os policiais registraram uma ocorrência de invasão de propriedade e intensificarão as rondas como medida de precaução, acrescentou ela.

A ex-vice-presidente e candidata democrata à presidência em 2024 não conta com escolta do Serviço Secreto.

O presidente Donald Trump revogou, no verão passado, a proteção do Serviço Secreto concedida a Harris — conforme noticiado anteriormente pela CNN —, embora, a essa altura, ela já não tivesse direito a tal proteção segundo a legislação federal.

Ex-vice-presidentes recebem seis meses de proteção após deixarem o cargo. A proteção de Harris havia sido prorrogada por mais um ano mediante uma diretriz assinada pelo presidente Joe Biden (que estava deixando a presidência), o que significa que ela teria expirado há cerca de dois meses caso Trump não a tivesse revogado.

O episódio ocorreu em meio a temores crescentes de violência política no país, marcado nos últimos anos por várias tentativas de assassinato contra Trump e pelo assassinato a tiros do ativista conservador Charlie Kirk.

Após a derrota para Trump, Harris indicou que tiraria um tempo para avaliar seus próximos passos, cogitando, entre outras opções, candidatar-se ao governo da Califórnia ou concorrer novamente à presidência em 2028. Mais tarde, ela descartou a candidatura ao governo estadual.

Harris, que lançou um livro de memórias sobre a campanha no final de 2025 e realizou uma turnê de divulgação na sequência, disse em abril que está "pensando" em lançar uma nova candidatura à Casa Branca.

"Passei incontáveis ​​horas no Salão Oval", disse ela na Convenção da National Action Network de 2026. "Sei em que consiste o cargo. E sei o que ele exige."

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