Senador americano tem conta suspensa no YouTube por vídeo de tratamento precoce

A porta-voz de Johnson, Alexa Henning, disse à CNN que a conta do senador será suspensa por uma semana

Foto: Anna Moneymaker/Pool/AFP/Getty Images

Daniella Diaz e Elizabeth Joseph, da CNN

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A plataforma de vídeos YouTube suspendeu a conta do senador republicano Ron Johnson nesta sexta-feira (11), após ele publicar comentários sobre tratamentos duvidosos para a Covid-19.

“Removemos o vídeo de acordo com nossas políticas de desinformação médica, que não permitem conteúdo que incentiva as pessoas a usar hidroxicloroquina ou ivermectina para tratar ou prevenir o vírus”, disse um porta-voz do YouTube em comunicado à CNN.

A porta-voz de Johnson, Alexa Henning, disse à CNN que a conta do senador será suspensa por uma semana e que o vídeo postado em sua conta era de um evento virtual organizado pelo Clube de Imprensa de Milwaukee.

Durante meses, Johnson — que testou positivo para coronavírus no outono passado — espalhou informações erradas sobre vacinas e minimizou a urgência de imunizar todos os americanos contra a Covid-19, colocando o polêmico republicano de Wisconsin em desacordo com as orientações de saúde pública.

O senador de dois mandatos, que tentará a reeleição no próximo ano, também minimizou a seriedade da insurreição no Capitólio dos Estados Unidos em 6 de janeiro.

O YouTube não permite desinformação médica sobre Covid-19, incluindo qualquer coisa que recomende o uso de ivermectina ou hidroxicloroquina para o tratamento ou prevenção da doença, de acordo com a empresa.

Em julho de 2020, a Food and Drug Administration (FDA) — agência reguladora dos EUA — revogou uma autorização de uso emergencial de hidroxicloroquina e cloroquina para tratar Covid-19. A agência agora diz que a hidroxicloroquina e a cloroquina não se mostraram seguras e eficazes no tratamento ou prevenção de Covid-19.

Johnson expressou um sentimento de raiva em relação ao YouTube após a empresa decidir por suspender a conta do senador.

“Eles decidiram que há apenas um ponto de vista médico permitido e é o ponto de vista ditado pelas agências governamentais”, disse Johnson em um comunicado à CNN. “A censura contínua da Covid no YouTube prova que eles acumularam, inexplicavelmente, muito poder. A Big Tech e a mídia convencional acreditam que são mais espertos do que os médicos que dedicaram suas vidas à ciência e usam suas habilidades para salvar vidas.”

Henning, a porta-voz de Johnson, disse que um vídeo completo do evento postado pelo Clube de Imprensa permaneceu no YouTube até sexta-feira à noite, quando também foi removido com uma mensagem dizendo que violava as diretrizes da comunidade do YouTube.

Corri Hess, presidente do Clube de Impresa de Milwaukee, também tuitou que o vídeo permaneceu em sua página e depois ressaltou que o vídeo foi removido pelo YouTube.

(Texto traduzido, clique aqui e leia o original em inglês).

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