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    Senadores e manifestantes criticam abordagem do governo Biden sobre Israel e Gaza

    Republicanos acusam a administração de Biden de ter falhado com Israel e democratas dizem que presidente está fazendo pouco para ajudar os civis em Gaza

    Presidente dos EUA Joe Biden
    Presidente dos EUA Joe Biden 26/3/2024 REUTERS/Elizabeth Frantz

    Patricia ZengerleHumeyra PamukSimon Lewisda Reuters

    Washington

    O secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, foi criticado tanto pelos republicanos quanto pelos democratas no Congresso dos Estados Unidos, nesta terça-feira (21), pela política do governo em relação a Israel.

    Os republicanos acusaram a administração de Biden de ter falhado com Israel e os democratas disseram que o presidente está fazendo pouco para ajudar os civis em Gaza.

    Manifestantes interromperam Blinken logo no começo de seu depoimento em uma audiência do Comitê de Relações Exteriores do Senado.

    Um pessoa no público gritou que o secretário tinha “sangue nas mãos”, e Blinken se esquivou de outra manifestante que o abordou com um cartaz que lia “criminoso”, antes dos seguranças a retirarem do salão.

    Blinken reiterou o apoio do governo do presidente Joe Biden a Israel, mas insistiu que o foco é aliviar a crise humanitária em Gaza.

    “No Oriente Médio, estamos ao lado de Israel em seus esforços para garantir que o que aconteceu em 7 de outubro nunca aconteça novamente, assim como estamos fazendo tudo que podemos para colocar um ponto final no terrível sofrimento humano em Gaza e evitar que o conflito se espalhe”, disse.

    Republicanos criticaram Biden por dizer, neste mês de maio, que atrasaria o envio de bombas a Israel e consideraria reter outras remessas se as forças israelenses lançassem uma grande invasão contra Rafah, uma cidade com milhares de refugiados no sul de Gaza.

    O presidente americano também foi criticado por alguns de seus colegas democratas, que querem que ele faça mais — incluindo condicionar exportações de armas — para pressionar o governo Netanyahu e proteger civis palestinos.

    Israel está tentando eliminar os militantes do Hamas, que atacou Israel em 7 de outubro, matando 1.200 pessoas e sequestrando 253 reféns, segundo as contagens israelenses.

    As autoridades palestinas afirmam que mais de 35.000 pessoas foram mortas durante a campanha de Israel em Gaza. A desnutrição é generalizada e grande parte da população da região está desalojada. A maior parte da infraestrutura do país também foi destruída.