Sistema eleitoral dos EUA é "catastroficamente deficiente", diz Trump

Presidente americano voltou a questionar a segurança eleitoral do país em discurso à nação nesta quinta-feira (16)

Donald Judd, da CNN
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O presidente dos EUA, Donald Trump, iniciou seu pronunciamento sobre as eleições americanas na noite desta quinta-feira (16) questionando a segurança eleitoral do país e afirmando que ela é "catastroficamente deficiente".

"A América está de volta e indo muito bem, mas ainda temos um grande desafio que precisa ser enfrentado com urgência, pois nenhum país pode ser grande sem eleições justas e honestas", disse Trump, falando do Salão Leste da Casa Branca.

"Todo americano merece saber que, ao depositar seu voto, esse voto será contabilizado com precisão pelo sistema; trata-se de tornar esse sistema seguro — um sistema onde fraudes e interferências não sejam apenas difíceis, mas praticamente impossíveis", acrescentou o presidente.

Desde que retornou à Casa Branca em 2024, Trump tem afirmado repetidamente — e sem apresentar provas — que a eleição presidencial de 2020 foi "manipulada" contra ele.

Como candidato, Trump tem se empenhado em lançar dúvidas sobre a lisura das eleições do país em 2016, 2020 e 2024.

Trump pintou um quadro sombrio do sistema eleitoral do país, alertando que "o sistema eleitoral que temos nos expõe perigosamente — e realmente nos expõe, em níveis que jamais se imaginou possíveis — a ataques cibernéticos, exploração de vulnerabilidades e interferência estrangeira", ao mesmo tempo em que alegava que "essas informações vitais foram, por muitos anos, ocultadas e escondidas de vocês".

No entanto, apesar dessas alegações, Trump não apresentou provas de quaisquer votos efetivamente fraudulentos na eleição de 2020.

Arquivos divulgados pela Casa Branca

Em seu discurso em horário nobre nesta quinta-feira (16), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que existem vulnerabilidades nos sistemas eleitorais americanos e usou um grande conjunto de documentos recém-divulgados como evidência para sustentar que futuras eleições podem estar sob risco de interferência estrangeira, especialmente por parte da China.

Embora os documentos tenham sido desclassificados agora, eles tratam, em grande parte, de vulnerabilidades conhecidas há anos e que autoridades eleitorais em todo o país vêm tentando corrigir.

Nenhuma das informações desclassificadas sustenta a alegação de que os resultados de eleições anteriores — incluindo a eleição presidencial de 2020, vencida por Joe Biden — tenham sido manipulados por interferência estrangeira ou fraude de forma capaz de alterar o resultado.

Em vez disso, autoridades da Casa Branca afirmam que a divulgação dos documentos não tem como objetivo reabrir o debate sobre eleições passadas, mas sim corrigir vulnerabilidades antes das eleições legislativas de novembro. Isso ocorre apesar de o segundo governo Trump ter encerrado diversas estruturas federais responsáveis por monitorar e divulgar campanhas de influência estrangeira.

Integrantes da Casa Branca também sugerem que parte dessas informações, algumas conhecidas há anos, teria sido ocultada de altas autoridades eleitas dos EUA, incluindo o próprio Trump, por motivos políticos.

Entre os principais pontos que Trump pretende abordar estão:

  • Alegações de que existem graves vulnerabilidades nas urnas eletrônicas dos EUA;
  • Alegações de que a China obteve dados eleitorais de milhões de americanos;
  • Alegações de fraude sistêmica no registro de eleitores promovida por democratas em Michigan;
  • Alegações de que há muito mais não cidadãos registrados para votar do que se sabia anteriormente.

Há, de fato, algumas revelações inéditas nas centenas de páginas de documentos desclassificados nesta quinta-feira. No entanto, segundo análise da CNN, uma parte significativa do material apenas reapresenta informações que já eram públicas e amplamente conhecidas pela comunidade de inteligência dos EUA.

Os documentos fazem parte de um esforço do governo Trump para sustentar a tese de que países estrangeiros estão interferindo de forma agressiva nas eleições americanas. Vale lembrar que Trump passou quase uma década rejeitando a conclusão unânime de muitas dessas mesmas agências de inteligência de que a Rússia interferiu na eleição presidencial de 2016.

CNN está analisando as centenas de documentos divulgados pelo governo Trump na noite de quinta-feira. A seguir, os principais pontos.

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