Sobe para 273 o número de mortos pelo terremoto na Colômbia

Ao menos 377 pessoas continuam desaparecidas; operações de busca e resgate trabalham contra o tempo para encontrar sobreviventes

Da Reuters
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O número de mortos na Colômbia após um terremoto de magnitude 7,4 atingir o país no início da semana subiu para 273. Ao menos 377 pessoas seguem desaparecidas. A informação foi divulgada pela gestão de desastres do país.

Embora as operações de busca e resgate continuem, as esperanças de encontrar mais sobreviventes estão diminuindo.

Em Cali, a terceira maior cidade do país, as equipes passaram a se concentrar na remoção de escombros na maioria dos locais, em vez das operações de busca e resgate, um sinal de que a resposta ao desastre estava entrando em uma fase mais sombria após as cruciais primeiras 72 horas.

O terremoto de magnitude 7,4 ocorreu pouco depois das 7h30 da manhã, horário local, na segunda-feira (10), derrubando prédios de apartamentos, danificando casas, escolas e hospitais e levando os moradores às ruas em toda a região oeste da Colômbia, onde se concentram as fazendas de café do país.

Em Pereira, outra cidade fortemente atingida na região cafeeira, Enrique Marin contou que dirigiu por mais de 10 horas desde Bogotá após receber uma ligação de um amigo que lhe disse que sua mãe estava presa sob os escombros de sua casa.

“Minha mãe foi resgatada seis horas após o terremoto. Eles a retiraram com sinais vitais, mas ela morreu a caminho do hospital”, disse Marin à Reuters enquanto estava em frente aos escombros, segurando uma bicicleta de sua infância, o único item que, segundo ele, conseguiu recuperar da casa.

Ele afirmou que sua mãe foi encontrada de pijama, com as chaves de casa ainda na mão.

Autoridades informaram na quinta-feira (13) que mais de 150 réplicas foram registradas desde o terremoto principal, aumentando a pressão sobre os sobreviventes e os riscos enfrentados pelas equipes de resgate que vasculham os escombros instáveis.

O presidente Abelardo De La Espriella, que assumiu o cargo poucos dias antes do desastre, disse na quarta-feira (12) que declararia emergência econômica e criaria um fundo de reconstrução para canalizar ajuda nacional e internacional para a reconstrução de hospitais, escolas, residências e infraestrutura.

O desastre está se configurando como o primeiro grande teste para o novo presidente, que fez campanha prometendo cortar gastos públicos e agora enfrenta a tarefa de financiar o socorro e a reconstrução, ao mesmo tempo em que precisa demonstrar que seu governo é capaz de administrar uma crise nacional.

Autoridades colombianas também rebateram as críticas sobre o gerenciamento da assistência estrangeira, afirmando que o governo não rejeitou a oferta de nenhum país, mas aceitará apenas equipes internacionais de busca e resgate que atendam a padrões de certificação reconhecidos.