Solução diplomática na Ucrânia é desejável, mas há empecilhos, avalia professor

À CNN Rádio, Vitélio Brustolin afirmou que tanto russos quanto ucranianos ainda estão em um impasse para que a diplomacia possa acontecer

Amanda Garcia, da CNN
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Neste 24 de fevereiro, que marca um ano de guerra na Ucrânia, ainda não é possível vislumbrar uma solução pacífica para o conflito que começou com a invasão russa ao território ucraniano.

É o que explicou o professor de Relações Internacionais da Universidade Federal Fluminense, Vitélio Brustolin.

“A diplomacia, em algum momento vai precisar acontecer, mas neste momento os dois lados estão num impasse”, disse.

Mais cedo, a China apresentou uma proposta de paz com 12 tópicos. “Zelensky disse que vai conversar com chineses antes de comentar, mas isso seria uma solução pacífica.”

Ao mesmo tempo, “o Brasil também vem tentando dialogar com a China, Ucrânia e Rússia por intermédio das Nações Unidas.”

“A solução diplomática é desejável e em algum momento vai ser viável, mas há questões que precisam ser resolvidas”, defendeu Vitélio.

Entre elas, está o fato de que a Rússia violou o direto internacional: “Houve crimes de guerra, como execuções, estupros, civis atacados, saques, são questões difíceis de ser resolvidas em tratado de paz.”

“Se o acordo não for satisfatório para as duas partes, pode levar a uma nova guerra em pouco tempo, a exemplo da 1ª Guerra Mundial, em que o Tratado de Versalhes desagradou a Alemanha e, mais tarde, estourou a 2ª Guerra Mundial.”

O professor destaca que, neste momento, os dois lados se preparam para uma ofensiva.

“A Ucrânia espera chegar blindados para contraofensiva e a Rússia promove ataquem em Don Bass, um tenta enfraquecer o outro para ter vantagem na mesa de negociação e barganhar propostas e vantagens”, concluiu.

*Com produção de Isabel Campos