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    Submarino Titan: CNN mostra linha do tempo de parada súbita de mensagens até recursos inéditos de busca

    Implosão do submersível completa um mês nesta semana, sem avanços significativos nas investigações; CNN Brasil exibe documentário nesta segunda (17)

    Aline Sgarbida CNN

    Dezoito de junho, 8h da manhã. O submersível Titan, que ficaria conhecido no mundo todo dias depois, estava pronto para começar seu quinto mergulho rumo ao Titanic, no melhor estilo turismo extremo. Tudo corria bem até o contato com a nave-mãe ser interrompido.

    “O submersível tem dois sinais de comunicação com o navio. Um deles são mensagens de texto, e tem uma comunicação de segurança a cada 15 minutos para mostrar que tudo está funcionando bem, e ambos pararam às 9h45″, conta o jornalista David Pogue, que cobria a OceanGate e seu ambicioso projeto.

    Oito horas depois, a Guarda Costeira foi informada do desaparecimento. A partir daí o mundo passaria a conhecer a história do Titan.

    A repórter da CNN Randi Kaye reconstruiu o passo a passo das buscas pelo submersível e seus cinco tripulantes, detalhando as dúvidas que já haviam sido levantadas sobre a segurança do equipamento da OceanGate.

    O resultado está no documentário “Aventura Mortal: uma Viagem ao Titanic”, que a CNN Brasil exibe nesta segunda-feira (17), às 23h25.

    “Nunca vi tantos recursos serem empregados [numa operação busca] com essa escala, tamanho e velocidade”, afirmou Per Wimmer, filantropo dinamarquês que era amigo de dois dos tripulantes do Titan.

    Foram navios, diferentes tipos de veículos e equipamentos subaquáticos, equipes de mergulhadores, aeronaves de guerra, e até mesmo um avançado sistema de salvamento da Marinha americana, chamado FADOSS (Flyaway Deep Ocean Salvage System), projetado para fazer o resgate a partir dessa profundidade de água.

    “É um sistema incrivelmente eficiente, mas que leva tempo para ser configurado”, explica Oren Lieberman, correspondente da CNN.

    A mergulhadora aposentada da Marinha americana, Bobbie Scholley, explica que, naquele momento, a prioridade é sempre buscar as vítimas.

    “Quando realizamos operações muito difíceis como essa, é emocionalmente difícil. E, mesmo que tenhamos os membros da família sempre em nossas mentes, tentamos não pensar nisso até que a missão esteja concluída. E então… simplesmente não há nada que você possa devolver às famílias. Não importa o quanto você tente, não há nada que você possa devolver”, diz ela.

    Para o cineasta James Cameron, o que fica é a lição para aumentar o cuidado com a segurança em submersíveis.

    “Acho que estamos vendo um paralelo com avisos ignorados. O Titanic afundou porque o capitão o levou a toda velocidade para uma área de gelo durante a noite, em uma noite sem lua, com visibilidade muito ruim, mesmo depois de ter sido alertado várias vezes sobre o que estava à sua frente”, diz ele, fazendo alusão às muitas dúvidas levantadas sobre a segurança do submersível Titan depois do acidente.