Surto de Ebola provavelmente começou "há alguns meses", diz OMS
Investigação conduzida pela República Democrática do Congo aponta para suspeita de morte causada pelo vírus em 20 de abril

Autoridades da OMS (Organização Mundial da Saúde) afirmaram que o surto de Ebola que se espalha pela República Democrática do Congo e Uganda, provavelmente começou “há alguns meses” e estão investigando exatamente quando e onde.
Uma investigação conduzida pelas autoridades da RD Congo está quase concluída e aponta para uma suspeita de morte causada pelo vírus em 20 de abril, segundo informações da OMS.
As autoridades da RD Congo relatam que o corpo da pessoa foi transferido em 22 de abril e que, em 5 de maio, houve um evento suspeito de superpropagação.
Assim que tomaram conhecimento da ameaça, o governo local e a OMS enviaram uma equipe de investigação à região em 12 de maio, onde coletaram uma amostra.
“Acreditamos que tenha começado provavelmente há alguns meses, mas as investigações estão em andamento e nossa prioridade é realmente interromper a cadeia de transmissão, implementando o rastreamento de contatos, isolando e cuidando de todos os casos suspeitos e confirmados”, afirmou a oficial técnica da organização, Anaïs Legand, nesta quarta-feira (20).
Questionados sobre o impacto dos cortes na ajuda dos Estados Unidos ao surto de Ebola, funcionários da OMS disseram que o conflito e outras doenças endêmicas na região complicaram a situação e que a responsabilidade pela vigilância epidemiológica recai, em última instância, sobre as autoridades nacionais.
"Gostaria de lembrar a todos que a vigilância começa nas comunidades e com as autoridades de saúde de cada país. Assim que a OMS tomou conhecimento do sinal, prestou apoio à República Democrática do Congo para investigar o caso o mais rápido possível, o que culminou na confirmação no final da semana passada", afirmou Legand.
"É muito difícil adotar uma abordagem simplista e culpar este ou aquele", acrescentou o diretor-geral da OMS, dr. Tedros Adhanom Ghebreyesus. "Não é tão simples, mas, da nossa parte, não substituímos os países. Esta é a responsabilidade de cada país, e nós os apoiamos."


