Suspeita de atentado a bomba em Mônaco é achada morta na Ucrânia, diz mídia

Mulher de 39 anos era suspeita de atacar um oligarca ucraniano e foi encontrada baleada perto da capital ucraniana

Anna Pruchnicka, Daniel Flynn e Aidan Lewis, da Reuters
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O corpo de uma mulher ucraniana, suspeita de realizar um atentado a bomba contra um oligarca nascido na Ucrânia, em Mônaco, na semana passada, foi encontrado perto de Kiev, a capital ucraniana, informou o Ukrainska Pravda nesta terça-feira (7).

Citando fontes das forças de segurança, o veículo de notícias ucraniano afirmou que a mulher havia sido baleada e que seu corpo foi encontrado por volta das 23h (horário local) de segunda-feira (6).

Anastasiia Berezovska, de 39 anos, foi apontada como a principal suspeita em um Alerta Vermelho da Interpol; o documento indicava que ela era ucraniana, falava alemão e era procurada pelas autoridades de Mônaco por tentativa de homicídio, colocação de artefato explosivo em local público com intenção criminosa e associação criminosa.

O vice-promotor de Mônaco afirmou, na semana passada, que o agressor deixou o principado a pé em direção à França e, em seguida, fugiu de carro para a Alemanha, passando por diversos países europeus, incluindo a Itália.

Vadym Yermolaiev, nascido na Ucrânia, bem como seu sócio e seu filho, ficaram feridos no ataque ocorrido na segunda-feira da semana passada, segundo fontes.

O Ukrainska Pravda, citando outra fonte das forças de segurança, informou que dois suspeitos já haviam sido detidos em conexão com o caso.

Um deles é um oficial da HUR (Direção Principal de Inteligência), enquanto o outro é um ex-agente das forças de segurança, segundo o veículo.

A polícia ucraniana e a HUR não responderam de imediato a um pedido de comentário.

Yermolaiev obteve a nacionalidade cipriota em 2019 e foi alvo de sanções ucranianas em 2023. A imprensa ucraniana noticiou que a medida se deveu à realização de negócios na Crimeia, território ocupado pela Rússia.