Tempestades de neve nos EUA fecham escolas e causam alerta

Mais de 60 milhões de pessoas estão sob alertas climáticos, e oficiais locais tomam medidas preventivas para preparar a região, incluindo o fechamento de escritórios do governo e escolas

Corpo de bombeiros coberto por neve, em Milton, MA, nos EUA, em 7 de jan. 2022
Corpo de bombeiros coberto por neve, em Milton, MA, nos EUA, em 7 de jan. 2022 Boston Globe via Getty Images

Mallika Kallingalda CNN

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Uma tempestade que atingiu parte dos estados americanos de Virgínia e Kentucky está se movendo rapidamente e deve causar ampla comoção no Nordeste estadunidense entre sexta-feira (7) e sábado (8), levando entre 10 e 30 centímetros de neve para as maiores cidades da região.

Mais de 60 milhões de pessoas estão sob alertas climáticos, e oficiais locais tomaram medidas preventivas para preparar a região densamente povoada, incluindo o fechamento de escritórios do governo e escolas.

A previsão antecipa cerca de 30 centímetros de neve em Boston, entre 10 e 15 em Washington D.C., entre 7 e 12 em Nova York e mais de 10 na Filadélfia, de acordo com o meteorologista da CNN Robert Shackelford.

Onde a neve é esperada

Com até 5 centimetros de neve caindo em uma hora na manhã da sexta-feira, viagens em Massachusetts, Rhode Island e Connecticut estão “muito traiçoeiras e lentas”, publicou o Seviço Meteorológico Nacional em Boston, logo depois das 8 horas da manhã.

A queda de neve intensa e a visibilidade baixa estão tornando difícil para equipes das rodovias, afirmou o serviço meteorológico no tuíte, aconselhando as pessoas a “atrasar viagens até o período da tarde, quando a nevasca terminar”, se possível.

O clima de inverno, juntamente com os distúrbios causados pelo aumento de casos da Covid-19, tem dado dores de cabeça para os viajantes de trechos aéreos também. Mais de 2.200 voos já foram cancelados na sexta-feira, de acordo com o site de rastreamento FlightAware.

Times Square, em Nova York, coberta por neve, em 7 jan. 2022 / Anadolu Agency via Getty Images

O Aeroporto Internacional Boston Logan reportou 18 centímetros de neve logo cedo, às 7h14 da manhã de sexta, de acordo com o Serviço Meteorólogico Nacional. Em Nova York, 21 centímetros de neve foram registrados no Aerooporto LaGuardia e 13,9 no Aeroporto Internacional John F. Kennedy.

Em Connecticut, todos os prédios de escritórios estatais serão fechados na sexta-feira, e trabalhadores não essenciais estão sendo encaminhados para o trabalho remoto.

“Essa parece ser uma tempestade de neve significativa que logo impactará nosso estado, com a queda de neve prevista para atingir níveis de mais de 2 centímetros por hora, causando baixa visibilidade e acontecendo logo no pico do horário de pico”, disse o governador Ned Lamont em nota.

Ele aconselhou os locais a não usar as estradas, se possível.

A cidade de Nova York ativou seu plano de inverno, com 330 mil toneladas de sal, mais de 700 espalhadores de sal e cerca de 1.600 veículos para recolher a neve de prontidão, enquanto a região vizinha, Nova Jersey, já declarou estado de emergência.

Máquina recolhe neve em Newton, MA, nos EUA, em 7 jan. 2022 / Boston Globe via Getty Images

A combinação de neve e vento pode resultar em apagões, devido a danos na fiação elétrica, alertou o governador de Nova Jersey, Phil Murphy. Ele encorajou as pessoas a trabalhar remotamente, se possível, enquanto a tempestade tornar o trânsito perigoso.

Em Massachusetts, oficiais estão pedindo a funcionários do estado que não trabalham em situações emergenciais que fiquem em casa na sexta-feira.

Cerca de 3.900 equipamentos estão disponíveis para operações com neve e gelo, disse o Departamento de Transporte de Massachusetts.

Todas as escolas públicas de Boston estarão fechadas na sexta “devido à temperatura rigorosa”, anunciou a cidade.

As escolas da área já estão enfrentando reduções do efetivo, mas não é claro quantas das ausências são relacionadas à Covid-19.

Na Virgínia, a Guarda Nacional está sendo mobilizada para dar assistência com gerenciamento de emergências, enquanto o estado enfrenta sua segunda tempestade de neve nesta semana, de acordo com o Exército da Virgínia e o general da Guarda Aérea Nacional, Tim Williams. O governador Ralph Northam declarou estado de emergência.

As ruas foram tomadas pela neve em Nova York, EUA, em 7 jan. 2022 / Anadolu Agency via Getty Images

A tempestade aguardada será mais leve, mas atingirá áreas similares do estado que a anterior, de acordo com o meteorologista chefe do Servico Meteorológico Nacional, Jeff Orrock.

“Em geral, veremos entre sete e dez centímetros, com algumas quantidades isoladas, entre 10 e 15 em áreas mais elevadas, e nos picos, entre 15 e 20”, afirmou Orrock.

Os escritórios do governo federal e as escolas públicas em Washington D.C. estão fechados nesta sexta-feira.

Locais de testagem e vacinação contra a Covid-19 permanecerão abertos, disse o prefeito Muriel Bowser, mas o clima invernal está impactando a testagem e vacinação em Maryland e Virgínia.

 

O Departamento de Saúde de Maryland vai atrasar os horários de operação de vários locais na sexta, e cinco dos Centros Comunitários de Vacinação da Virgínia serão fechados devido aos obstáculos climáticos, disse o departamento estadual de Saúde.

Kentucky declara estado de emergência

O governador do Kentucky, Andy Beshear, declarou estado de emergência após queda intensa de neve no estado na quinta-feira (6), e a Guarda Nacional foi acionada para todas as estradas interestaduais.

“O poderoso e severo clima está afetando as viagens nas maiores estradas interestaduais, estaduais e locais, assim como causando quedas de energia e danos à infraestrutura pública e à propriedade privada”, afirmou Beshear em nota.

Ele pediu às pessoas que não usem as estradas, se possível, e acrescentou que a Cruz Vermelha está monitorando a necessidade de centros de aquecimento e equipes de busca e resgate já foram acionadas para checagens de segurança para motoristas presos nas pistas.

Robert Shackelford, Dave Alsup, Mary Kay Mallonee, Brian Vitagliano, Elizabeth Joseph, Sahar Akbarzai, Jaide Timm-Garcia, Amy Simonson e Jessica Jordan da CNN, contribuíram para esta reportagem.

Este conteúdo foi criado originalmente em inglês.

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