Terremoto de magnitude 7 deixa ao menos 16 mortos no Tibete, na China

Tremor acontece dois meses depois das enchentes repentinas que mataram dezenas de pessoas e deixaram outras 1.400 desaparecidas

Da CNN Brasil

Um terremoto de magnitude 7 atingiu a região do Tibete, no sudoeste da China, por volta das 22h33 desta quinta-feira (22), horário local, matando 16 pessoas e ferindo outras 32, informou a agência de notícias estatal Xinhua, citando o departamento de gestão de emergências da cidade de Nagqu.

Pelo menos 11 dos feridos estavam em estado grave, enquanto 21 apresentavam ferimentos leves, informou a Xinhua.

Autoridades locais encontraram pelo menos duas pessoas feridas em uma vila próxima ao epicentro, e algumas casas nas vilas mais próximas do epicentro apresentavam rachaduras, informou a emissora estatal. O terremoto é o mais forte a atingir a China desde janeiro de 2024.

O epicentro foi localizado em um condado pouco povoado e de alta altitude em Nagqu, no norte do Tibete, a uma profundidade de 10 quilômetros. A altitude média em um raio de 5 quilômetros do epicentro é de cerca de 4.864 metros, segundo dados do CENC (Centro de Redes Sísmicas da China).

Vídeos divulgados pela mídia oficial local mostraram pessoas deixando suas casas e buscando abrigo ao ar livre ou em seus carros estacionados na rua. Um morador relatou ter sido acordado pelo forte terremoto e ter ouvido a casa ranger com o tremor.

O terremoto foi claramente sentido na região, informou o CENC. O epicentro foi a cerca de 400 quilômetros da capital tibetana, Lhasa.

Equipes locais de bombeiros e resgate foram mobilizadas e estavam a caminho da região afetada, informou a mídia estatal.

Uma série de tremores menores, de magnitude 3 e 4, foi registrada nas regiões vizinhas após o terremoto de magnitude 7, mostraram os dados do CENC.

Em 2010, um tremor de magnitude 7,1 atingiu Yushu, na província vizinha de Qinghai, matando pelo menos 2.698 pessoas e deixando quase 300 desaparecidas.

Nepal e China

O tremor acontece dois meses depois das enchentes repentinas que mataram dezenas de pessoas e deixaram outras 1.400 desaparecidas no Himalaia, entre o Tibete e o Nepal.

O epicentro do terremoto desta quinta-feira não é próximo de onde aconteceu a tragédia no Himalaia em agosto.