Testemunhas descrevem caos em casamento no Irã após suposto ataque dos EUA
Pelo menos cinco pessoas morreram; Washington afirmou que está investigando o caso

Testemunhas descreveram, nesta sexta-feira (4), o caos após um suposto ataque dos EUA contra um casamento e uma torre de telecomunicações no Irã, ocorrido na terça-feira (1º).
Suleiman Zakiri Fard, morador da pequena cidade de Kuhestak, em Sirik, sul do país, disse à agência de notícias WANA que presenciou dois ataques de drones que atingiram a festa de casamento, logo após um ataque com míssil a uma torre de telecomunicações.
"Havia poeira e fumaça por toda parte. Havia gente gritando e berrando. As pessoas saíam uma a uma, algumas com o rosto coberto de sangue", relatou ele.
Imagens gravadas nesta sexta-feira mostravam a rua da pequena cidade repleta de escombros e prédios danificados.
O chefe do Judiciário da província de Hormozgan afirmou à WANA que os fragmentos de destroços encontrados no local dos ataques pertenciam às forças armadas dos EUA.
Uma análise realizada por especialistas em armamentos na quinta-feira (3), utilizando vídeos e imagens verificados pela Reuters, indica que a explosão que atingiu a festa foi causada pelo impacto de um projétil dos Estados Unidos.
Três dos especialistas disseram que o projétil provavelmente era uma arma americana, e não um míssil de defesa aérea iraniano que tivesse saído de sua trajetória. Um dos especialistas sugeriu que a arma pode simplesmente ter errado o alvo.
Os Estados Unidos não assumiram a responsabilidade pelo ocorrido.
O vice-presidente dos EUA, JD Vance, disse a repórteres na quinta-feira que o país estava investigando o ocorrido.
A explosão ocorreu cerca de seis meses depois que um míssil destruiu uma escola de ensino fundamental, em um episódio que, segundo autoridades iranianas, resultou na morte de mais de 175 crianças e professores.


