Quatro ministros abandonam governo de Keir Starmer no Reino Unido
Parlamentares pedem que primeiro-ministro estabeleça cronograma para sair do cargo

Um quarto ministro do Partido Trabalhista do Reino Unido, Zubir Ahmed, renunciou ao governo de Keir Starmer, citando a "falta de liderança pautada por valores".
A renúncia segue as das ministras do Interior, Jess Phillips; da Descentralização, Fé e Comunidades, Miatta Fahnbulleh; e da Vítimas e Combate à Violência contra Mulheres e Meninas, Alex Davies-Jones.
Isso acontece em um momento em que mais de 80 parlamentares do Partido Trabalhista, que está no poder, pediram publicamente a Starmer que estabeleça um cronograma para que deixe o cargo.
Em uma reunião de seu gabinete, Starmer ignorou os pedidos de renúncia e reiterou que, embora assumisse a responsabilidade por uma das piores derrotas eleitorais do Partido Trabalhista, não havia nenhuma movimentação oficial para iniciar uma disputa pela liderança. Vários ministros leais expressaram apoio a ele.
Essa foi a mais recente promessa de Starmer de seguir em frente com um governo marcado por escândalos e mudanças bruscas de política desde que conquistou uma ampla maioria nas eleições nacionais de 2024.
Ministros criticam governo de Starmer
Ahmed, então ministro da Inovação e Segurança na Saúde, divulgou uma carta pontuando que renunciou "com o coração pesado", apesar de se orgulhar do seu trabalho na melhoria do Serviço Nacional de Saúde britânico.
"Mas, ao olhar além do trabalho diário da vida ministerial, fica claro que, qualquer que seja a magnitude das conquistas e do progresso individuais, eles estão sendo ofuscados e minados pela falta de uma liderança pautada por valores no governo central", afirmou.
"Ficou claro, pelos últimos dias, que o público em todo o Reino Unido perdeu irremediavelmente a confiança no senhor como primeiro-ministro", adicionou.
Já Davies-Jones, então chefe da pasta de Vítimas e Combate à Violência contra Mulheres e Meninas, disse em um texto que implora a Starmer que “aja no interesse do país e estabeleça um cronograma para sua saída”.
“Precisamos fazer mais e, portanto, é com o coração muito pesado que sinto que não tenho outra escolha a não ser renunciar”, acrescentou Davies-Jones. “O país se manifestou e devemos ouvir.”
*Com informações da agência de notícias Reuters


