Tribunal britânico decide que BHP é responsável por tragédia de Mariana

Empresa afirmou que irá recorrer da decisão e continuará contestando o processo

Sam Tobin, Sarah Young e Kate Holton, da Reuters
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O Tribunal Superior de Londres decidiu nesta sexta-feira (14) que a mineradora BHP é “parcialmente culpada” pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, Minas Gerais, em 2015.

O processo, que os advogados dos demandantes estimavam anteriormente em até 36 bilhões de libras (US$ 48,32 bilhões), foi movido pela BHP.

Milhares de brasileiros, dezenas de governos locais e cerca de duas mil empresas processaram a BHP pelo rompimento da barragem, que era de propriedade e operada pela parceria entre a BHP e a Vale (VALE3.SASamarco).

A juíza Finola O'Farrell afirmou, em um resumo de sua sentença, que a mineradora não deveria ter continuado a aumentar a altura da barragem antes do rompimento, o que foi “uma causa direta e imediata do rompimento da barragem, gerando responsabilidade objetiva por parte da BHP”.

A empresa afirmou que irá recorrer da decisão e continuará contestando o processo.

O pior desastre ambiental do Brasil provocou um vazamento de lama tóxica que matou 19 pessoas, deixou milhares desabrigadas, inundou florestas e poluiu toda a extensão do Rio Doce.

O presidente da BHP Minerals Americas, Brandon Craig, declarou em comunicado que 240 mil requerentes no processo de Londres “já receberam indenização no Brasil”.

“Acreditamos que isso reduzirá significativamente o tamanho e o valor das reivindicações na ação coletiva do Reino Unido”, acrescentou.