Tribunal russo condena opositora de Putin a seis meses de prisão

Ligada a Alexei Navalny, Lyubov Sobol teve restrições anteriores de liberdade condicional transformadas em regime fechado

Lyubov Sobol em protesto contra Putin no ano de 2020
Lyubov Sobol em protesto contra Putin no ano de 2020 Michał Siergiejevicz / CC

Da CNN*

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Um tribunal russo ordenou nesta quinta-feira (14) a prisão por seis meses de Lyubov Sobol, aliada do opositor do Kremlin Alexei Navalny, substituindo as restrições anteriores de liberdade condicional, informou um correspondente da agência de notícias RIA.

Sobol foi condenada a 1,5 ano de restrições semelhantes à liberdade condicional em agosto de 2021 por desrespeitar as restrições do COVID-19 aos protestos, uma acusação que ela chamou de infundada e politicamente motivada.

As restrições incluíam não poder sair de casa à noite.

Os canais de TV russos RT e REN em agosto do ano passado citaram fontes dizendo que Sobol havia deixado a Rússia dias depois que as restrições foram impostas.

Quem é Alexei Navalny

O incômodo opositor a Vladimir Putin foi condenado recentemente a nove anos de prisão por acusações de fraude e desacato. Embora não diretamente ligada à guerra na Ucrânia, a condenação coincide com a ampla repressão de Putin contra as vozes da oposição e a mídia independente durante o que o governo russo chama de “operação militar especial” no país vizinho.

O opositor de Putin ganhou notável atenção internacional em agosto de 2020, quando ficou doente durante um voo da Sibéria para Moscou e entrou em coma por suspeita de envenenamento.

Navalny foi tratado na Alemanha, onde o governo disse que ele havia sido envenenado com um agente químico nervoso do grupo Novichok. O “veneno” foi usado em um ataque em março de 2018 contra o ex-espião russo Sergei Skripal e sua filha, Yulia Skripal, na cidade inglesa da catedral de Salisbury.

Um mês depois, um tribunal de Moscou condenou Navalny à prisão por mais de dois anos e meio por violar as condições de liberdade condicional, associado a um caso de 2014, enquanto ele estava na Alemanha.

As autoridades russas classificaram o ativista e seus apoiadores como subversivos determinados a desestabilizar a Rússia com o apoio do Ocidente. Muitos dos aliados do ativista fugiram do país para não enfrentarem restrições ou até mesmo a prisão.

*com informações da Reuters

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