Trump adia G7 e diz que quer aumentar lista de países convidados
Decisão de adiar cúpula é um recuo para Trump, que buscou sediar o evento como uma demonstração de que os EUA estariam voltando ao normal depois da pandemia

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse no sábado (30) que adiaria para setembro a cúpula do G7 que ele esperava realizar no mês que vem. Trump também prometeu aumentar a lista de convidados para incluir Austrália, Rússia, Coreia do Sul e Índia.
Segundo Trump, o G7 -- que agrupa as economias mais avançadas do mundo -- é um "grupo de países muito desatualizado" em seu formato atual.
"Estou adiando porque não acho que, como G7, o grupo represente adequadamente o que está acontecendo no mundo", disse Trump.
O G7 reúne EUA, Reino Unido, França, Japão, Alemanha, Itália e Canadá. A União Europeia também participa.
A maioria dos países europeus não fez comentários imediatos sobre a proposta. Um porta-voz do governo alemão disse que Berlim estava "esperando por mais informações".
A decisão de adiar a cúpula do G7 é um recuo para Trump, que buscou sediar o evento em Washington como uma demonstração de que os Estados Unidos estavam voltando ao normal após a pandemia do novo coronavírus, que matou mais de 100 mil americanos até o momento.
O presidente francês, Emmanuel Macron, apoiou a ideia de uma reunião pessoal, de acordo com a Casa Branca. Mas o primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, se recusou a endossá-la, dizendo que havia muitas questões relacionadas à saúde. Nesta semana, a chanceler alemã Angela Merkel disse que não poderia comparecer.
Convidados
Não ficou claro se o desejo de Trump de convidar outros países era uma tentativa de expandir permanentemente o G7. Em ocasiões anteriores, ele sugeriu a adição da Rússia, dado o que chamou de importância estratégica global de Moscou.
A Rússia foi expulsa do que era o G8 em 2014, depois que Moscou anexou a região da Crimeia. A Rússia ainda mantém o território, e vários governos do G7 rejeitaram ligações anteriores de Trump para readmitir Moscou.
Alyssa Farah, porta-voz da Casa Branca, disse que Trump quer que os países discutam a China na cúpula.
Trump criticou Pequim por sua conduta na pandemia de coronavírus, que começou na China. Na sexta-feira (29), ordenou que seu governo iniciasse o processo de encerrar o tratamento especial dos EUA para Hong Kong em retaliação à decisão da China de impor uma nova lei de segurança à ex-colônia britânica.
A Coreia do Sul está ciente do convite de Trump e discutirá o assunto com os Estados Unidos, disse uma autoridade do governo em Seul à Reuters no domingo (31).
Com Reuters