Trump afirma que EUA têm vantagem esmagadora em negociações com Irã
Presidente citou superioridade militar americana e alertou que um acordo desfavorável pode levar a outra ação

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que Washington mantém uma vantagem esmagadora nas negociações com o Irã e alertou que uma ação militar continua sendo uma opção caso as conversas não resultem em um desfecho favorável.
Em entrevista exibida na quinta-feira (28) no programa My View with Lara Trump, da Fox News, o presidente disse que o limite para uma nova ação militar seria um acordo “que não fosse bom para nós”, indicando que o governo está preparado para escalar o conflito caso a diplomacia não funcione.
“Eu nego. Eles negociam. Eles são muito bons negociadores, são astutos”, disse Trump. “Mas, no final, nós temos todas as cartas porque os derrotamos militarmente.”
Ele também mencionou ataques anteriores dos EUA, incluindo o uso de bombardeiros B-2, afirmando que eles teriam atrasado as ambições nucleares do Irã. “Se não tivéssemos atacado… eles já teriam uma arma nuclear agora”, disse Trump.
As declarações ocorrem enquanto Washington continua a exercer pressão econômica junto com esforços diplomáticos.
Mais cedo, nesta quinta-feira, o Departamento do Tesouro dos EUA anunciou novas sanções voltadas ao comércio de petróleo ligado ao setor militar iraniano, incluindo embarcações acusadas de transportar petróleo bruto e derivados.
O secretário do Tesouro, Scott Bessent, afirmou que as medidas têm o objetivo de impedir que Teerã aumente a receita que poderia ser usada para reconstruir suas forças armadas.
As sanções foram impostas mesmo após Estados Unidos e Irã terem chegado a um acordo provisório para estender um cessar-fogo e flexibilizar restrições à navegação no Estreito de Ormuz, uma rota crítica para o fornecimento global de energia.
Cerca de um quinto do petróleo e gás do mundo passa por essa passagem marítima, e as interrupções ligadas ao conflito iniciado em 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e Israel abalaram os mercados globais.
Trump ainda não aprovou formalmente nenhum acordo mais amplo ligado ao cessar-fogo, o que mantém a incerteza sobre se as negociações resultarão em um entendimento duradouro.


