Trump afirma que ICE não suspenderá abordagens de trânsito após mortes
aO MENOS Sete pessoas foram mortas em operações federais de imigração desde 2025, quando o presidente americano intensificou as políticas de deportação

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (15) que os agentes federais de imigração não vão interromper as abordagens de veículos, um dia depois de as autoridades terem anunciado uma pausa temporária nessas abordagens, após agentes terem matado a tiros dois homens no Texas e no Maine.
“Precisamos ser fortes, firmes e inteligentes, e NÃO PODEMOS abrir mão de uma das ferramentas mais importantes e eficazes do ICE no combate ao crime: A ABORDAGEM DE TRÂNSITO!”, escreveu Trump em uma postagem na Truth Social.
Na terça-feira (14), autoridades do governo Trump informaram que o ICE (Agência de Imigração e Alfândega dos EUA) havia ordenado que seus agentes suspendessem a maioria das abordagens de veículos em todo o país, depois que dois homens foram baleados e mortos por agentes durante essas abordagens, com seis dias de diferença entre os casos.
Na segunda-feira (13), um agente do ICE matou um motorista colombiano na cidade costeira de Biddeford, no Maine, cerca de 24 km ao sul de Portland. Em 7 de julho, um agente do ICE em Houston atirou fatalmente em um cidadão mexicano ao tentar parar seu veículo.
“Não se trata de uma mudança de política, mas de uma pausa temporária”, disse Tom Homan, responsável pela política de fronteiras do governo Trump, ao canal Fox News em entrevista na terça-feira, referindo-se à suspensão das abordagens de veículos.
“Esta será uma revisão de curto prazo para garantir que os agentes do ICE estejam seguros e agindo da maneira correta”, declarou Homan à emissora de televisão, acrescentando que os agentes usarão outras opções para realizar prisões.
Os tiroteios consecutivos provocaram protestos no Maine, em Houston e em Boston e levantaram questões sobre a falta de câmeras corporais dos agentes do ICE.
O Departamento de Segurança Interna dos EUA, que supervisiona o ICE, classificou os dois homens como “estrangeiros ilegais”, mas reconheceu que nenhum deles era o alvo pretendido das operações de deportação que levaram às suas mortes.
As autoridades federais não apresentaram nenhuma evidência que sustente as alegações de que qualquer um dos homens representasse uma ameaça aos agentes do ICE ou ao público em geral, justificando o uso de força letal para detê-los.
Pelo menos sete pessoas foram mortas a tiros durante operações federais de fiscalização de imigração desde janeiro de 2025, quando Trump iniciou deportações em massa após retornar ao cargo, cumprindo promessas de campanha de um endurecimento nas políticas de imigração.


