Trump ataca China e diz que vai encerrar privilégios comerciais de Hong Kong

O presidente dos EUA acusou o governo de Pequim de "espionagem" e de "estripar" a indústria americana

O presidente dos EUA, Donald Trump, em pronunciamento na Casa Branca
O presidente dos EUA, Donald Trump, em pronunciamento na Casa Branca Foto: Jonathan Ernst/Reuters (29.mai.2020)

Da CNN, em São Paulo

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusou a China de espionagem e de “estripar” a indústria americana, em uma nova escalada retórica contra o governo de Pequim nesta sexta-feira (29). O republicano também anunciou que vai retirar os privilégios de Hong Kong na relação com os EUA, em resposta à aprovação de uma nova lei de segurança no território.

“Eles roubaram os Estados Unidos como ninguém nunca fez antes”, disse Trump.

Ele também disse que a China usou de “espionagem para roubar nossos segredos industriais” e de “reivindicar ilegalmente territórios no oceano Pacífico”, ameaçando a liberdade de navegação.

No mesmo pronunciamento em que anunciou o rompimento com a OMS (Organização Mundial da Saúde), Trump também investiu contra o país asiático por passar uma lei que diminui a autonomia de Hong Kong, e que, no futuro, o território receberá o mesmo tratamento que o restante da China. O presidente prometeu retirar todos os privilégios de comércio, extradição, viagem e alfândega.

Leia também:

China aprova imposição da controversa Lei de Segurança Nacional em Hong Kong

Na quarta-feira (27), o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, já havia dito ao Congresso que “nenhuma pessoa razoável pode garantir que Hong Kong mantém um grau de autonomia em relação à China”. Especialistas concordam que os danos serão maiores para o território, considerado um polo financeiro, do que para a China continental. 

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